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2518 Palavras
Pov. Amy _Sua mãe nunca te ensinou que é feio entrar sem antes bater na porta? — Wanessa, falou com seu jeito frio e grosso. Ela m*l olhou para mim, parecia mexer em algo em seu computador.  _Wanessa! Precisamos conversar! — Falei firme, mas ela, nem me deu atenção. Continuou mexendo em seu computador. Fazendo com que minha paciência entrasse em contagem regressiva para acabar.  Fui em direção ao canto de sua mesa, onde parecia ser o fio que matinha o computador ligado. Andei em direção até o mesmo e o puxei, fazendo seu computador desligar na hora. Me levantei e fiquei encarando ela do outro lado da mesa, que me olhava intensamente. E não era no sentido malicioso.  _Vai me dar atenção agora!? — Questionei brava. Ela se levantou e deu a volta na mesa, parando em minha frente. Sua respiração parecia acelerada.  _Como pode aceitar sair com meu irmão? Ele não te tratou bem, pelo que fiquei sabendo, isso foi somente agora, pois nenhum dos dois me contou como haviam se conhecido! _Você não me perguntou! Outra, acha mesmo que quero ter um encontro romântico com seu irmão? Wanessa! Me poupe! _Por que aceitou então. Até parece que não percebeu os olhares dele em você! Você é muito ingênua  em pensa que ele  quer ser seu amiguinho! Conheço o Pedro Amy! Ele quer te comer! — Ela aumentava mais o tom de voz.  A discussão estava se tornando cada vez mais intensa, a cada palavra impensada de Wanessa.  _A intenção dele eu não sei, mas saiba Wanessa que nunca te desrespeitaria dessa forma. Eu só aceitei sair com ele, pois ele seria meu novo chefe, e, porque ele é seu irmão Wanessa. Eu não me interesso por ele, eu só quero entrar na sua vida, sem ter problemas com ninguém que já esta nela! _Não precisa impressionar nem ser amiga do Pedro! Ele não tem nada a ver com minha vida, e muito menos, pode interferir  com quem eu saio. Deus Amy, isso tudo para impressionar ele? Está parecendo as mulheres interesseiras que meu pai namorava… “Como ela pode! Interesseira?”-pensava, olhando para Wanessa, indignada com que acabava de ouvir.  Como ela pode dizer isso de mim? Então é isso que ela pensa? Que estou interessada no dinheiro dela?  _Amy..Me descul... _Não! — A interrompi, tinha lágrimas em meus olhos, mas não choraria na frente dela — Se é isso oque pensa de mim, não temos mais nada para conversar — Terminei saindo de sua sala. Batendo a porta.  Andava tão apressada pelos corredores da empresa arrasada, e com lágrimas saindo de meus olhos embaçando minha visão. Com isso acabei esbarrando em alguém.  _Desculpe…-pedi já limpando as lágrimas. E vendo ser pedro a pessoa em que havia esbarrado. _Amy? Oque aconteceu? Você está bem? — Pedro perguntou, me fazendo desabar no choro. _Não, eu preciso ir embora! — disse entre o choro.  Não sei como, mas quando vi estávamos em seu carro. Partindo para algum lugar que em m*l prestava atenção. O choro  consumia minhas energias e minha atenção. Deitei a cabeça no apoio do banco do carro, e fitei a janela enquanto seguimos o trajeto. Alguns minutos depois, o choro já havia cessado, apenas algumas lágrimas teimosas ainda caiam de meu rosto.  _Vamos parar um pouco aqui, no bosque. É um ótimo lugar para quem quer caminhar e pensar um pouco na vida. Venho fazer caminhada aqui todas as manhas.-Pedro falava enquanto estacionava o carro perto da entrada.  Ele não parecia mais o homem desagradável que eu havia conhecido no café. Muito pelo contrário, parecia bem mais acessível, e simpático. Descemos do carro e começamos a caminhar pelo bosque, eu me perdia em meus pensamentos olhando as árvores e o caminho que estava vazio. Não havia muitas pessoas por ali, eu via bem poucas caminhando.  _Amy, me falar oque aconteceu?-Pedro me perguntou, fazendo com que eu saísse de meus pensamentos. Olhei para ele enquanto caminhava, e seu olhar era de muita preocupação. _Não foi nada de mais, eu só tive uma crise de choro de repente. Sei lá… Talvez sejam os hormônios…-disse tentando brincar, mas aposto que minha cara de tristeza era bem visível.  _Olha não precisa entrar em detalhes. Não… Esquece, eu não deveria estar curioso para saber sobre seus problemas, perdão! _Imagina pedro, está tudo bem. Eu só estou tentando não pesar nisso por hora.  _Tudo bem, respeitarei sua decisão… Quer tomar um sorvete? — Ele disse focando seu olhar em um ponto mais a frente. Segui seu olhar e vi uma barraquinha que vendia sorvetes alguns passos a frente. _Claro! Eu, adoraria. *** Após tomarmos nosso sorvete, sentamos em um banco, que ficava perto de uma árvore enorme, onde tinha uma boa sombra. Tínhamos conversado bem pouco durante o sorvete, mas Pedro parecia tentar ao máximo me animar, soltado piadas bem sem graças. Mas que me faziam rir só pela tentativa falha dele, de tentar me contar uma boa piada.  _Ei…-ele me chamou, atraindo meu olhar perdido ao seu.  _Oi — respondi calma, sorrindo.  _Se quer saber, quem quer que seja a pessoa, não merece suas lágrimas. Você é uma mulher maravilhosa Amy! Merece o melhor de alguém... _Obrigada pedro! — respondi, com sorriso triste.  _Obrigado você, por voltar a falar comigo, mesmo depois que fui um cretino com você. Eu deveria ter visto a excelente pessoa que você era, lá no café mesmo.  _Imagina Pedro, eu já te perdoei. Está tudo bem, ficou no passado! — Sorri, mostrando sinceridade, eu realmente havia o perdoado, e ele por enquanto, não me fez voltar nenhum pouco em minha decisão. _Que bom. — ele sorriu em retorno. ***** Assim que estávamos novamente em seu carro. Sabia que provavelmente ele me levaria para a empresa. Por isso pedi assim que entramos para que ele me levasse para casa. E assim ele fez sem me questionar nada. Seguimos o trajeto de volta e meus pensamentos estavam a mil. “Como ela pode dizer isso de mim? Realmente estava ótimo para ser verdade! Interesseira? Uau, nessa ela realmente se superou. Espero nunca mais ver ela na minha frente…” _Chegamos! — Pedro disse me tirando de meu transe. Olhei para janela e vi que realmente era minha casa. Então me despedi brevemente de pedro sai do carro. Assim que coloquei os pés para fora do carro vi a burrice que havia feito. Havia esquecido que minhas coisas estavam na casa de Wanessa.  Minhas roupas, meu celular, minhas chaves. Por sorte pedro ainda me olhava curioso, parado em frente a minha casa. Voltei para dentro do carro. _Você pode me levar para casa da Wanessa? Eu preciso pegar minhas coisas que deixei lá! _Claro! — ele pensou — Não prefere ir com ela? Voltamos para empresa e.. _Não! — o interrompi — Quer dizer, acho melhor não, ela está muito ocupada, não quero atrapalhar ela! — disse tentando ser o mais convincente possível. _Bom, tudo bem! — ele franziu o cenho, mas não questionou mais nada. Apenas ligou o carro e foi para casa de Wanessa. ***** Chegando na casa da mesma, paramos na portaria, pois dessa vez o segurança nos parou. Parecia conhecer Pedro. _Oh senhor pedro, É o senhor! Quanto tempo! — o senhor da portaria falou animado, logo pedro abaixa o vidro do carro para ouvi-lo melhor.  _É… Andei muito ocupado ultimamente! Pode liberar a entrada para gente? _Olha, por recomendação da dona Wanessa, ela pediu para que toda vez, que o senhor quisesse entrar, era para ligar para ela primeiro.  _Não tudo bem, pode ligar. A casa é dela! _Ok, só um minuto. É uma ligação rápida, apenas para ela liberar a entrada — ele disse saindo de perto do carro e voltando para a cabine onde ficava.  Meu coração apertou de saber que Wanessa talvez não me deixasse entrar com Pedro, fazendo com que eu pegasse minhas coisas tendo que encarar ela. Só isso já me deixava m*l.  Pov. Wanessa Sem Amy, o resto de minha manhã parecia arruinada. Estava trancada em meu escritório chorando, e desejando morrer por Amy pensar que eu realmente não confiasse nela.  Estava me xingando mentalmente por deixar o ciúme falar mais alto. Não queria ter dito aquelas palavras para ela. Eu não a achava interesseira e nem nada do tipo, eu só estava cega de ciúmes que nem controlava oque eu falava mais.  Sentada na minha cadeira apoiada com os braços sobre a mesa, lágrimas caiam pelo meu rosto.  Quando meu telefone toca, limpo as lágrimas rapidamente e atendo.  Ligação On _Alo?-perguntei _Wanessa? É o segurança aqui da portaria tudo bem? _Tudo sim, aconteceu algo?-Perguntei preocupada. _Não, fica tranquila. O senhor Pedro está aqui, acompanhado de uma moça. Estão pedindo para entrar na sua casa! A recomendação da senhora foi que eu ligasse assim ele aparecer aqui! “Uma moça? Será que era Amy?” _Como era essa moça? _Muito bonita, ela tem um cabelo longo ondulado e.. _Ah obrigada! Já sei quem é. Pode deixar eles entrarem sim, a Rosa está em casa hoje, e pode atender em minha ausência! Obrigada. _Tudo bem! Tenha um bom dia! _Voce também! Ligação off Desliguei o telefone, peguei minhas coisas e sai quase voando dá Empresa. Precisava e encontrar a Amy, pedir desculpas. Dizer que tudo isso foi uma crise de ciúmes ridícula. Dirigi às pressas, Amy provavelmente pegará suas coisas rapidamente, por isso precisava ser rápida. Assim que cheguei em frente a minha casa, dei graças a Deus pelo carro do Pedro ainda estar lá. Entrei correndo em casa e me deparei com Pedro sentado no sofá, tomando café. _Pedro onde está a Amy?! — perguntei ofegante pela corrida. _Esta lá em cima. Disse precisar pegar algumas coisas aqui — ele respondeu indiferente. Subi as escadas, as pressas, meu coração parecia querer parar. Entrei no mesmo e não a vi de imediato, segui em direção ao closet e a encontrei, sentada no chão, com algumas roupas na mão chorando. _Amy…-Comecei a falar. Assim que ela meu viu, limpou as lágrimas de seu rosto e se levantou, mas não dirigiu uma palavra para mim, apenas passou por mim, saindo do closet. _Fala comigo por favor! — eu pedi, enquanto via ela arrumar as coisas em sua bolsa, sem me dar atenção — Amy… — peguei em seu braço a força, e a fiz virar se de frente para mim _Me solta! — ela puxou seu braço, mas continuou me encarando. Engoli seco ao observar o olhar marejado dela — O que você quer agora? Me humilhar mais é isso? Já estou saindo dá sua casa, não se preocupe. A interesseira aqui não irá te incomodar mais! — ela voltou a arrumar suas coisas.  “Não! Ela iria me ouvir!” Peguei sua bolsa e joguei longe. Recebendo um olhar furioso de Amy. _Você não vai embora! Vai ficar e me escutar! — gritei, ouvindo uma risada irônica de Amy. _Me poupe Wanessa! Eu já te escutei de mais hoje! — Ela disse fazendo mesão de ir pegar a bolsa do chão. Fui mais rápida e segurei seu braço. _Vai me escutar sim! — disse nos aproximando mais. Estávamos com as respirações aceleradas, trocando olhares intensos uma com a outra, se perguntando como chegamos a esse ponto? _Por que eu deveria? _Por que estou perdidamente apaixonada por você Amy. Eu não consigo ficar sem você. A ideia de te perder já me deixa m*l, por isso fico com esse ciúme i****a. Me deixa cega, eu…-Respirei fundo para não começar a chorar — Eu nunca desconfiei de você! Eu não penso que você seja interesseira nem nada, você é incrível Amy. É uma mulher incrível e eu queria te pedir desculpas… Fiquei com tanto medo de te perder que eu enlouqueci. Não queria ter dito o que eu disse… Me perdoa Amy-Lágrimas começavam a sair de meus olhos, estava sendo totalmente honesta — Você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida… Amy quebrou o espaço que nos separava, me puxando para um beijo. Era um beijo apaixonado, de reconciliação podia sentir isso. Era bom sentir seus lábios macios nos meus. Era um beijo calmo e gostoso, era viciante e insaciável. Paramos o beijo com os rostos próximos, nos olhando e recuperando o fôlego que havíamos perdido. _Eu também estou apaixonada por você... — ela disse me fazendo sorrir, acompanhado as lágrimas que ainda caíam sobre meu rosto. Comecei distribuir beijos seu rosto, a fazendo sorrir e com alguns passos para trás, caímos na cama, me deixando por cima.  Sorrimos juntas e depois nos olhamos seriamente. Era um daqueles momentos em que só com olhar você conseguia entender a pessoa. _Me perdoa meu amor? — perguntei fitando seus olhos, que me passavam muito carinho. _Claro que sim! — ela respondeu com um lindo sorriso. Não esperei mais e beijei ela novamente, era um beijo apaixonado, com bastante intensidade. Eu precisava dela comigo e por um momento quase perde-la, me fez a desejar ainda mais. Desci os beijos para seu pescoço, já sentindo a pele de Amy se arrepiar. Continuei beijando e dando leves mordidas para não deixar marcas, por mais que eu quisesse. Ela já estava toda entregue ao desejo, assim como eu. Uma de suas mãos pousavam em minha nunca, enquanto a outra estava entrelaçada com a minha. _Wanessa... Espera. — ela falou quase em fio de voz. Eu então parei e fitei seus olhos. _Oque aconteceu? Está tudo bem? Fiz algo que não gostou? — perguntei preocupada. _Não! — ela respondeu me dando um beijo — É que o seu irmão tá aí ainda! Assim que Amy disse aquilo, dei um salto dá cama. Me levantei e ajeitei minha roupa. _Me esqueci completamente! Falarei com ele e já eu volto! _Tá… Agradeça ele por mim. Ele foi um cavaleiro hoje! — Amy falou e eu senti uma pontada se ciúmes. Mas vamos esquecer se não já viu! _Falo sim! — disse saindo. Assim de desci as escadas, vi ele todo distraído no celular. _Pedro! — chamei, fazendo sua atenção se voltar para mim. _Ah oi…Eai, a Amy já arrumou as coisas dela? _Então, ela ficará aqui mais um tempinho antes de voltar para casa! Eu e ela precisamos resolver algumas coisas antes… Coisa de mulher! E, enfim levarei ela para casa não se preocupe. _Bom… Sendo assim. Eu já vou indo então! _Tá, ela tá meio ocupada lá em cima. Mas ela pediu para que eu te agradecesse pela carona! _Tudo bem! Fala para ela que se precisar é só me chamar! “Ata, vai sonhando… Vai sonhando!” _Falo sim! Tchau! — me despedi o acompanhando até a porta. Assim que ele saiu voltei para o meu quarto. Onde tive uma bela surpresa! Amy já estava só de calcinha e sem sutiã a minha espera. _Dizem que o sexo de reconciliação é o melhor! — comecei a tirar minha roupa ficando só de calcinha e sutiã. _Ah é... — Amy respondia com voz sedutora meio rouca, que me deixava excitada — Então, não vamos perder tempo! — Ela me chamou, batendo a mão na cama.
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