Jefferson

527 Palavras
Jefferson Ryan tentava se concentrar na leitura do relatório que seu gerente em Nova York tinha lhe enviado, mas estava um pouco difícil. Ele afastou lentamente a perna da noiva que o impedia de se movimentar e desejou estar sozinho em sua cama. Ele tinha chegado de viagem naquela noite e nem bem tinha respirado o ar da sua casa e Alana já estava avisando que iria para lá. Ele não quisera dizer que preferia dormir sozinho, que no fundo estava enjoado dela e daquele noivado ridículo. Não queria aquele tipo de mulher fútil e cheia de frescuras. Até para trepar a mulher tinha regras.   Levantou lentamente da cama e olhou o relógio: 11:00h. Olhou novamente para Alana e suspirou. O que fazer com aquele relacionamento? Por que ele aceitou ficar noivo dela se não a amava? Amar. Claro que o amor era uma bobagem que só fazia as pessoas cometerem loucuras e Jefferson era frio e sensato. Precisava pensar numa forma de terminar logo aquele noivado antes que ela sofresse muito. Ele também não era um canalha a ponto de não considerar os sentimentos da outra pessoa.  Naquele momento porém, sua cabeça estava totalmente voltada para o trabalho e para a nova loja que ele estava montando ali no Rio de Janeiro. Já tinha bastante trabalho em gerenciar duas lojas em São Paulo e mais duas em Nova York e problemas emocionais estavam fora de seus planos naquela situação Não era fácil comandar a rede de lojas Burger Ryan e ele gostava de estar sempre perto dos funcionários, mesmo que ele confiasse totalmente nos gerentes que tinha em cada loja. Aquele era o investimento de toda uma vida de trabalho e dedicação e ele cuidava de cada detalhe para que os clientes se sentissem satisfeitos. Era exigente, sabia disso, mas só assim ele tinha conseguido levar o nome Burger Ryan a figurar entre as maiores lojas de fast food dos Estados Unidos e agora também do Brasil. Filho único de uma atriz de TV que não tinha conseguido fama, ele tivera que se desdobrar para conseguir dinheiro para se manter e ainda ajudar no sustento da casa, já que seu pai tinha abandonado a casa e resolveu casar com uma atriz em ascensão. Foi dessa forma que ele foi parar em nova York aos dezoito anos para trabalhar como garçom em uma loja de fast food e ali foi o começo de tudo. Dez anos depois ele montou uma lanchonete ao lado do pensionato que morava e hoje aos trinta e nove anos era um homem muito rico.  Seu telefone tocou e ele silenciou a chamada. Não queria falar com ninguém em seus poucos momentos de folga. Resolveu dar um mergulho na piscina antes do almoço. Desceu silenciosamente a escada e ficou um bom tempo de olhos fechados na beira da piscina apenas sentindo o sol aquecer seu rosto. Ah, o sol do Rio de Janeiro era como um bálsamo para seu corpo que estava mais do que acostumado ao frio de Nova York, mas ali era sua casa e ele adorava sentir na pele o calor do verão carioca. Respirou fundo e pulou na piscina   
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