O amanhecer trouxe um céu cinza, pesado. O som do mar batendo contra as rochas servia de trilha para o que viria a seguir. Sofia acordou antes de Lucas. Sentou-se na beira da cama, observando o horizonte que se abria pela janela da pousada. O vento carregava a promessa de uma nova tempestade, mas dentro dela havia uma calma estranha — a certeza de que, dessa vez, não fugiriam. Lucas apareceu na porta do quarto, ainda vestindo a camiseta amassada da noite anterior. O olhar dele era cansado, mas decidido. — Dormiu alguma coisa? — perguntou, se aproximando. — Um pouco. — Ela deu de ombros. — E você? — Só o suficiente pra sonhar que tudo isso já acabou. Sofia levantou o olhar. — Então vamos fazer esse sonho virar verdade. Ele sorriu de leve. — É isso que mais gosto em você. Não tem medo

