Sofia ainda sentia o calor dele no corpo. Mesmo horas depois do elevador, do toque breve, da provocação calculada, o efeito de Lucas permanecia impregnado na pele como um perfume impossível de apagar. De volta ao apartamento, ela largou o salto ao lado do sofá e apoiou as mãos nos joelhos, respirando fundo. As luzes da cidade entravam pela janela panorâmica, refletindo na pele úmida de suor que ainda trazia a lembrança do olhar dele, aquele olhar que parecia despir mais do que qualquer toque. “Hoje não estou a fim de brincadeiras.” As palavras ecoavam como um deboche, uma confissão e uma promessa ao mesmo tempo. Sofia fechou os olhos e mordeu o lábio. Sabia que o desejo não era o problema — era o controle. Lucas jogava com isso. Com o limite entre o querer e o ceder. E o pior: ele sab

