Demo narrando Tô na minha área, sentado no beco, soltando a fumaça devagar enquanto observo o movimento. O morro tá calmo hoje, mas a gente sabe que calmaria demais sempre anuncia tempestade. Meu celular vibra no bolso. Pego e vejo o nome do Fernando na tela. — Visão, chefe. — Demo, preciso que tu cola aqui no Vidigal. Assunto sério. Fernando não enrola, se tá me chamando assim, coisa boa não é. — Já tô no caminho. Levanto, jogo a ponta do baseado no chão e bato a poeira da calça. Peço uma moto pro vapor mais próximo e desço pro Vidigal no gás. Quando chego na boca, Fernando já tá me esperando, de braço cruzado, cara fechada. — Qual foi, chefe? — Mostro tá puto. Yuri tá rondando demais. A p***a tá azedando. Coço o queixo. Esse Yuri sempre foi um problema. O cara sumiu e agora qu

