Eliza narrando: Entro em casa com Diego. Ele está diferente, com uma expressão carregada e os passos firmes, como se quisesse controlar algo que não consegue. Sento no sofá, em silêncio, tentando dar espaço, mas meu peito está apertado. Não consigo fingir que está tudo bem. Diego vai até a cozinha, abre a geladeira e pega uma garrafa d’água, como se quisesse se acalmar antes de falar qualquer coisa. Ele encosta no balcão e fica olhando para o chão, perdido em pensamentos. — Diego... — minha voz sai baixa, quase como um sussurro, mas ele levanta os olhos imediatamente. — O que foi aquilo lá fora? Por que você ficou assim? Ele respira fundo, como se tentasse escolher as palavras certas. — Não é nada que você precise se preocupar agora, Eliza. — Ele passa a mão pelo cabelo, inquieto. — S

