eu não posso conta nada agora.

1052 Palavras

Diego narrando Chego em casa com a cabeça fervendo. Me seguro pra não demonstrar tanto, mas tá difícil. Jogo minha pistola na mesa e tiro a camisa, sentindo o peso do dia inteiro nas costas. Eliza tá no sofá, me olhando, e logo solta: — Você demorou. Nem respondo de cara. Só passo a mão no rosto e respiro fundo. — Resolvi umas paradas. Ela revira os olhos, já sei que vem coisa. — E eu sou o quê? Nada? Não pode me falar o que tá acontecendo? — A voz dela já vem carregada. Eu levanto o olhar pra ela, sem paciência. — Não é coisa pra tu se preocupar, Eliza. — Ah, claro! Sempre essa desculpa! — Ela cruza os braços, me encarando. — E eu fico aqui, sem saber de nada, enquanto você some o dia inteiro com essa cara de poucos amigos. Bufo, me levanto e começo a andar pela sala. Eu não qu

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