HANNAH Eu estava possessa. Possessa com o Kian. Como assim ele tinha deixado o meu filho brincar com uma cobra? Mesmo sem veneno — e eu ainda duvidava daquela história de "sem veneno" — era uma cobra! Uma cobra! Meu filho, um bebê, tinha esmagado um réptil com as mãos, e o pai achou aquilo a coisa mais normal do mundo. — Kian, você é um irresponsável! — eu disse, falandopara mim mesma andando de um lado para o outro na cozinha. — Um bebê não brinca com cobras! Nem com cobras sem veneno! Nem com cobras de brinquedo! Dalton, que estava sentado na poltrona com Miza começando a acordar ao seu lado, riu. — Não vejo graça nenhuma, Dalton — eu disse, fazendo cara feia. Ele levantou as mãos em rendição. — Desculpa, Hannah. É que... — ele riu de novo — o Kian é um desastre como pai, mas é u

