OBSIDIAN O sol estava quente na clareira enquanto eu e Kian terminávamos a instalação hidráulica que levava agua quente da fonte termal para a cabana de Anne. Tubos de cobre, conexões de latão, uma pequena bomba que puxava a água quente da nascente e a levava até a banheira de madeira que eu mesmo esculpi. Kian trabalhava em silêncio ao meu lado porem estava acelerado. Ele não era de reclamar, mas eu conhecia aquele olhar. Ele queria terminar logo. — Temos que acabar com isso logo — ele disse, apertando uma conexão com força. — Estamos quase terminando. — Não é isso. — Ele parou, limpou o suor da testa com as costas da mão. — Preciso da minha casa vazia. — Vazia? — perguntei, sem tirar os olhos do tubo que estava soldando. — Por quê? — Porque está cheia demais. — Ele contou nos dedos

