Ameaça

3167 Palavras
*Katsudon: Feito com arroz e costeleta de porco empanada, katsudon é dito ser o prato favorito de Izuku. *Genkan: Aquelas tradicionais entradas para residências j*******s onde se guardam sapatos. --- Os dias naquela casa eram extremamente entediantes; não podia reclamar, Todoroki estava fazendo um tremendo favor ao deixá-lo ficar enquanto não conseguia se manter sozinho, mas Izuku ainda precisava se sentir útil. De manhã, assim que o bicolor saía para trabalhar, ele partia para entregar currículos; já tentou a sorte em outras empresas de moda, em farmácias e até lojas de conveniência, qualquer coisa que pudesse sustentá-lo, mas a sorte parecia mesmo não estar a seu favor. Chegando em casa após uma jornada cansativa, Izuku ainda cozinhava e se servia de seu almoço sozinho antes de se dispor a limpar ao menos um cômodo da suntuosa mansão, tudo à espera de Todoroki chegar do trabalho. Às vezes até pareciam um casal, pensamento esse que chegava a ser incômodo para si, ainda mais dado o fato de que Todoroki costumava ter uma queda por Midoriya há tempos atrás; às vezes o esverdeado se perguntava se aqueles sentimentos continuavam lá, apesar de seu amigo trazer mulheres e homens estranhos em casa vez ou outra, ou passar a noite fora totalmente sem compromisso. À espera do bicolor chegar com os mantimentos pro jantar e após um merecido banho, Izuku checou seu celular para se deparar com uma mensagem que o fez gelar. [KB]: Oi. Desculpe, chequei os registros da empresa para pegar seu número de telefone, não quero te incomodar e aparecer aí de novo. Já pensou na minha oferta? [KB]: Katsuki. A mensagem foi enviada logo cedo enquanto estava distribuindo mais currículos pela cidade. Pelo visto o… Katsuki não ia se conter até que lhe desse uma resposta. O esverdeado suspirou e começou a digitar. [IM]: Tudo bem e obrigado por pensar por esse lado. Eu só não sei ainda se posso confiar em você para cumprir com sua promessa, você entende? Demorou menos do que Izuku esperava para receber uma resposta, logo Katsuki já estava digitando do outro lado da linha. [KB]: Claro, você tem esse direito e eu entendo. Nesse caso, vou comparecer a um desfile nesta semana, gostaria de me acompanhar? Izuku gelou ao convite; estaria ele realmente lhe convidando para um encontro mesmo depois de tudo? Como que lendo sua mente, Katsuki voltou a digitar. [KB]: Como amigos, é claro. Ou como você preferir interpretar. Izuku suspirou exasperado; ainda não entendia porquê Kirishima e agora até Katsuki insistiam tanto em si, mesmo após tudo o que passaram. Aquilo foi no mínimo desagradável, mas questioná-los só lhe trazia respostas vagas e já estava cansado de não entender seus motivos; apesar disso, decidiu se poupar de mais interrogatórios. [IM]: Devo confessar que estou tentado em recusar, mas gostaria mesmo de ir… [KB]: Eu imagino, inclusive a escolha é sua. Eu sei como adora moda, por isso achei que poderia fazer isso por você. Pense bem. O esverdeado arregalou os olhos pra tela. [IM]: Não imaginava que se lembrasse disso. [KB]: Sim, desculpe ter esquecido, você não merecia, mas acabei lembrando no final, não que isso seja motivo… [IM]: Eu sei… mas você está mesmo empenhado em se redimir, não é? [KB]: Claro, você merece melhor. Já falei que não estou fazendo isso só por mim. [IM]: Nesse caso, quando é o desfile? Um momento de silêncio se passou e então Katsuki voltou a digitar. [KB]: Sexta-feira às 18h, está disponível? [IM]: Estou, sim. [KB]: Ótimo. Quer que eu te busque, ou nos encontramos lá? [IM]: Prefiro te encontrar lá. [KB]: Quer que eu mande um chofer? [IM]: Isso não seria um pouco demais? [KB]: É um lugar excêntrico, já deve imaginar. [IM]: Acho que posso pedir pro Todoroki, então. Silêncio… foi então que Izuku percebeu o que acabou de dizer, só não teve tempo de se corrigir no que Katsuki voltava a digitar. [KB]: Se preferir assim, vou procurar o endereço para você. Só um momento… [IM]: Não, espera. Se o Todoroki for, ele vai querer ficar. Vamos fazer isso só nós dois. [KB]: Tem certeza disso? [IM]: Você está tentando se redimir e eu apoio. Isso não tem a ver com o Todoroki e ele deve querer se meter, não vou deixá-lo atrapalhar. [KB]: No caso, te envio um chofer? [IM]: Pode ser. [KB]: Ótimo. Esteja pronto às 17:30h, não vá se atrasar. [IM]: Pode deixar. Lembra o endereço? [KB]: Lembro, sim. Até mais, Izuku. Era estranho, de repente Izuku se pegou sorrindo pra tela do celular, mas então hesitou. Não sabia se devia deixá-lo ser tão íntimo consigo ou como deveria chamá-lo; ficou tanto tempo pensando em como podia respondê-lo que nem percebeu que Bakugou já estava voltando a digitar do outro lado. [KB]: Desculpe, ainda não perguntei se posso te chamar assim… Izuku engoliu um seco antes de responder. [IM]: Tudo bem, eu prefiro. [KB]: Que bom. Fico aliviado. [IM]: Então como posso chamá-lo? Um momento se passou até Katsuki voltar a digitar. [KB]: Pode me chamar do que quiser, eu te deixo escolher. O esverdeado esboçou um sorriso cansado; com certeza estava fazendo aquilo contra sua vontade e como forma de se redimir por chamá-lo de “Deku” por tanto tempo, mas Izuku não era exatamente vingativo. Pensou por um momento antes de digitar uma resposta. [IM]: Nesse caso, vou te chamar de Kacchan! Esperava não estar passando dos limites com o apelido, Katsuki demorou um pouco para voltar a digitar, mas o esverdeado se surpreendeu com a resposta. [KB]: E se eu gostar? [IM]: Então acho que saímos os dois ganhando. :) [KB]: É, acho que sim. Até depois, Izuku. [IM]: Sim! Até depois, Kacchan. Era até estranho pensar mas, pela primeira vez, Izuku se sentia confortável em falar com Katsuki; obviamente ainda tinha de averiguar suas atitudes, perdão deve ser merecido e ações falam mais alto que palavras, mas era bom poder ter uma conversa civilizada para variar. E assim foi pelo resto da semana, Katsuki sempre tomava o primeiro passo ao mandar mensagens para o esverdeado, nem que fosse para dar-lhe um simples “bom dia”. Foram se atualizando sobre a vida e descobrindo mais sobre o outro. Foi no meio da semana que Izuku recebeu uma ligação. - Alô? - Atendeu curioso. - Izuku…? Sou eu. - Kacchan? – Indagou surpreso; não tinha o contato de Katsuki salvo e não esperava uma ligação. - O próprio. - Pelo visto não estava mentindo quando disse que gostara do apelido, dava para ouvir o sorriso em seu tom de voz. - Escuta, sei que é repentino, inclusive me desculpe por ligar assim. - Tudo bem! Estou sem fazer nada mesmo… - O esverdeado riu sem graça. - Claro… Já almoçou? - Hum… ainda não, por quê? - Nós nos falamos muito por mensagem, não é? Quer mudar um pouco isso? Eu te levo para almoçar, se quiser. Izuku esboçou um sorriso cansado. - Desculpe, não tenho condições para ir almoçar fora, no momento. - É tudo por minha conta. Sei que não gosta de viver de favores, mas deixe-me fazer isso ao menos desta vez. - Hum… - O esverdeado cantarolou pensativo. - Certo, no caso, aonde vamos? Izuku vestiu seu melhor terno para que o chofer que Kacchan disponibilizou o levasse ao restaurante cinco estrelas que nunca frequentou; estava nervoso e ansioso por receber aquela tarde de luxo do loiro, não sabia o que sairia dali, tinha medo do que aconteceria, ainda assim, apesar de se sentir deslocado, também estava contente de receber tamanho mimo e ainda poder tirar o terno do armário. Kacchan já o estava esperando quando Izuku chegou no local combinado; o esverdeado se aproximou devagar com um sorriso constrangido sem saber como se portar na frente dele depois de tudo, o loiro esboçava praticamente a mesma expressão. - Você está muito bonito… Izuku. - Disse quase inaudível. - Achei que isto não precisasse ser um encontro. - O esverdeado arqueou uma sobrancelha. - Não precisa, eu só queria mesmo comentar. - Kacchan respondeu com toda a seriedade, fazendo Izuku corar. Ao menos não estava usando seu tom de flerte, aquilo só o desapontaria. - Vamos indo? Izuku seguiu o loiro para dentro do estabelecimento onde foram conduzidos para sua mesa. Checaram os cardápios debaixo de um silêncio desconfortável, sem saber como conversar um com o outro. - Então, hã… - Katsuki pigarreou. - O que gosta de comer? - Katsudon*. - Izuku respondeu acanhado. - Mas imagino que não tenha no cardápio. - Não estamos num restaurante japonês. - Kacchan sorriu sereno. - É verdade… Então… do que o Kacchan gosta? O loiro fitou-o curioso, estava sendo gentil e recíproco, não esperava receber esse tratamento, ainda mais por não merecer. - Gosto de comida apimentada. Não sabendo o que responder, Izuku apenas sorriu, deixando o silêncio tomar conta da mesa novamente. Ao fazerem suas escolhas, Kacchan chamou o garçom mais próximo que anotou os pedidos antes de partir, deixando-os sozinhos um com o outro sem saberem o que dizer em seguida. - Espero que goste do lugar que eu escolhi. - Kacchan comentou desconfortável. - Bom… eu nunca comi em restaurantes cinco estrelas. - Confessou Izuku. - Ah… - Mas gostei da escolha! Sempre quis experimentar a comida daqui. Katsuki sorriu aliviado. - Que bom, fico feliz… Sabe… eu nunca disse, mas você fez grande diferença na empresa. Izuku abaixou os olhos, incomodado. - Hum… - Não que eu esteja tentando te convencer a voltar! Eu só… estava tentando fazer um elogio. - O loiro confessou para sua surpresa. - Sei que foi tudo por minha causa… afinal você sempre se esforçou mais do que deveria para bater minhas expectativas e eu sempre fui ingrato… me desculpe por isso, viu? E obrigado… Eu nunca disse em voz alta por causa do meu maldito orgulho, mas a verdade é que você superou minhas expectativas. Izuku arregalou os olhos para ele. - Mesmo…? - Sim… Eu só… acho que fiquei com um pouco de inveja do seu potencial. Seus olhos verdes miraram em todas as direções antes de sorrir sincero. - Então não estava mentindo… - Sei que disse de mau grado da primeira vez…! Não posso me desculpar o suficiente por isso, mas… Katsuki pausou, parecia não encontrar as palavras certas e Izuku entendia, por isso sorriu em compreensão. - Tudo bem- - Não está tudo bem-! - Não! Olha… eu agradeço muito por estar tentando se redimir… a verdade é que, mesmo depois do que passamos… acho que não consegui te superar. Katsuki arregalou os olhos, arrependido. - Eu sei… não poderia ter sido mais babaca do que isso, não é? Izuku chacoalhou a cabeça. - Não posso negar que foi, mas não foi isso o que eu quis dizer… A verdade é que… eu gostaria que tivéssemos dado certo. Parece estranho mas, desde que te conheci, não consigo imaginar um mundo sem você… Eu aprendi a te admirar de certa forma e me sinto realmente grato por estar tentando se redimir. Katsuki sorriu sereno. - Sei que é meio repentino mas, se é o caso, acha que algum dia poderemos recomeçar? - Já estamos no processo. - O esverdeado disse para seu alívio, aquilo era mais do que precisava, mais do que merecia e tinha plena consciência disso. O almoço prosseguiu com uma conversa ocasional, do tipo que se tem quando se está no processo de perdoar alguém, ao menos Izuku apreciava seus esforços. Foi quase que um alívio para ambos terminarem seus pratos e tendo Katsuki pagando a conta para poderem se despedir; o perdão é um processo difícil e demorado, então nenhum dos dois gostaria de forçar algo que deve ser natural. - Obrigado pelo almoço, Kacchan. - Disse Izuku na saída do restaurante. Katsuki assentiu. - Não tem problema, eu espero que tenha gostado. - Claro que eu gostei! - Izuku afirmou com um sorriso. - Que bom. - Katsuki disse aliviado. - Vai voltar para casa? Posso chamar meu chofer para te levar. - Você prometeu só o almoço. - Eu sei que não gosta de receber favores, mas isso não é nenhum problema para mim. Tem certeza? - Eu posso voltar de metrô. - Com um terno caro desses? Izuku olhou para baixo e checou suas roupas, ao menos tinha razão sobre aquilo. - Não imaginei que tivesse notado… - Comentou devagar. - Como não notaria? - Katsuki sorriu sereno. Izuku corou de leve ao elogio. - Bom… acho que seria mais seguro, não é…? Obrigado. - Não tem porquê, às vezes você também devia se prezar um pouco mais, Izuku. Você deixa as pessoas se aproveitarem de você, isso não é bom para ninguém. - Katsuki comentou ao puxar o celular para chamar o chofer. O esverdeado arregalou os olhos, surpreso; não sabia dizer se Kacchan estava sendo sincero ou simplesmente tentando ganhar “pontos” consigo, ao menos apreciava a consideração. - Ele chega daqui há pouco. Quer que eu te acompanhe, até lá? - Indagou o loiro. - Ah- tudo bem. Ficaram em silêncio até o carro chegar, foi quando Izuku percebeu vários olhos sobre si; não especificamente sobre si próprio, estavam todos olhando para Katsuki. Percebeu alguns olhares dentro do restaurante também mas, fora dele, a atenção parecia ter dobrado. - Está nervoso com alguma coisa? - Ouviu o loiro chamar. - Nada! Só… - Pausou para procurar as palavras certas. - Você não se incomoda com as pessoas te encarando o tempo todo? Katsuki deu de ombros. - Uma hora eu aprendi a ignorar. Já nem ligo mais para isso. - É claro… faz sentido, já que você dirige uma empresa tão renomada. - Eu faço o que posso, mas obrigado por reconhecer. - Sorriu ele. - Não sou o único a reconhecer. - Izuku ergueu a sobrancelha com um sorriso. - Bom, acho que tem razão sobre isso, não é? De repente, uma atmosfera azulada congelou o tempo ao redor deles, paralisando a todos inclusive uma flecha que estava para atingir Izuku em pleno ar. Katsuki, que se via imune aos efeitos, alcançou a flecha e partiu-a no meio com uma mão, fazendo-a estourar em várias partículas que esvoaçaram até sumir completamente, foi quando a súcuba loira desceu ao seu nível, empunhando um arco cor de rosa. - Assim não tem graça. - Disse ela indiferente. - Isso é contra as regras, Himiko. - Katsuki avisou. - Não precisa me lembrar, eu sei. - Desafiou ela. - Por que não volta pra sua alma gêmea? Ele deve estar te esperando. - Eu já te falei, não quero o Tenko… - Himiko estendeu a mão e apontou pro esverdeado. - Eu quero ele. Katsuki riu debochado. - Acho que está querendo um pouco demais, você não acha? - Hora, não foi você quem disse que não liga pro Izu? O íncubo arregalou os olhos, ofendido. - Do que acabou de chamá-lo?! - O quê? Já mudou de ideia? - E se eu tiver? Eu posso não ter o direito de ter essa i********e com ele, mas você muito menos! - Qual é, Katsuki, ninguém muda assim tão fácil; você só não quer sentir os efeitos da maldição, não é? - Seu comentário parece ter contrariado o íncubo. - É, não é? Nós dois sabemos que não é divertido sentir as dores de todos os corações que partimos, mas não acha meio egoísta se aproveitar da sua alma gêmea por um motivo tão fútil? - Não tenho nada que me justificar a você. O que acontece entre mim e o Izuku não te diz respeito! - Só estou dizendo que… talvez ele queira alguém que saiba respeitá-lo do jeito que ele é. - Himiko deu de ombros. Katsuki soltou outro riso debochado. - Você parece mesmo prezar pelos humanos, hein? - Não exatamente, mas tem suas exceções… eu só acho que alguns merecem respeito e não é, exatamente, o que você está oferecendo. - É o que você acha, né? Se acabou com a ladainha, já pode ir embora. Só está desperdiçando o meu tempo! Himiko sorriu de lado com um olhar penetrante. - Hããã? Está querendo resolver as coisas do jeito difícil? - Ugh… dai-me paciência. - O íncubo segurou o cenho. - Qual é, Katsuki! Você já não quer a sua alma gêmea… e eu não vou desistir até tê-lo para m- O loiro arqueou a sobrancelha, Himiko dobrou o corpo em agonia; estava aparente sobre o que se tratava. - Estou vendo que está no período. - Disse apático - Não enche! - A súcuba exclamou com dificuldade. - Se já terminou, não pretendo mais desperdiçar o meu tempo com você. Katsuki então descongelou o tempo e checou o celular; momentos depois, o chofer chegou em frente ao restaurante mesmo antes que pudesse lhe avisar. O íncubo rapidamente escoltou Izuku até o veículo. - Obrigado por hoje, Kacchan… nos vemos na próxima. - Disse o esverdeado ao sentar no banco de trás. - Claro, até o desfile. - Katsuki sorriu. - Ah- claro! Então até Sexta! - Tchau. - Se despediu ao fechar a porta para ele e o carro partiu logo em seguida. - Que gracinha. - Himiko proferiu em meio à crise que parecia já estar acabando. - Convidou ele pro desfile também? Katsuki fitou-a indiferente e seguiu em direção ao estacionamento do restaurante. - Não que isso seja da sua conta. - Respondeu a Himiko quase inaudível, a súcuba o seguiu. - Se quer fingir que se importa com ele, então por que não aceitou a proposta do Tenko? - Eu confio nele… só não confio em você. - O quê? Vai me dizer que não quer que eu o tome de você? - Zombou ela. - E se for? - O íncubo disse por fim ao destrancar o carro e partir em direção ao seu apartamento, deixando Himiko para trás. Aquela tarde não podia ter terminado de forma pior; com a súcuba em sua cola, teria de tomar medidas mais drásticas. Atravessando o genkan* para a sala de estar, Katsuki decidiu ligar para alguém de confiança. - Oi, Ei, voltei… Acho que foi bem, mas não foi para isso que te liguei… Quero que volte pra casa do Todoroki e fique de olho no Izuku até aquele babaca voltar… Uns contratempos com aquela tal da “Himiko”... Certo, me avise se ver algo suspeito. Desligando o telefone, o íncubo praticamente se jogou no sofá da sala e suspirou exalado; fazia um tempo que não se “alimentava”, então checou seus contatos, escrolando pela lista de mulheres para escolher quem seria uma candidata melhor praquela tarde em específico, até que se deteve antes de ligar pra escolhida; estava tentando ganhar a confiança de Izuku, mesmo que mantivesse segredo, o nerd descobriria pelas revistas ou páginas de notícia. Pronto, agora estava definitivamente preso a ele, só esperava que não fosse tão insuportável quanto antecipava.
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