*Genkan: Aquelas tradicionais entradas para residências j*******s onde se guardam sapatos.
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Aquele dia começou como outro qualquer: Izuku levantou e se aprontou para ir tomar café da manhã com Todoroki; mesmo com a estranheza da noite anterior ainda no ar, continuavam amigos depois de tudo e era o que importava.
O esverdeado se aproximou devagar do bicolor lendo as notícias matinais no tablet no balcão da cozinha, este se surpreendeu e fitou seu colega de quarto apreensivo por trás da xícara de café.
- Bom dia, Todoroki… - Izuku saudou envergonhado.
O bicolor franziu o cenho em sua direção.
- Bom dia…?
Algo estava estranho. Izuku imaginou que, mesmo após a briga, não teria mais rancor entre eles na manhã seguinte; sabia que ficaria uma estranheza no ar, mas Todoroki de repente se via mais uma vez hostil, aparentemente. Suspirou cansado, realmente não queria passar por aquilo outra vez.
- Erm… imagino que queira saber como foi ontem com o Kacchan, certo…? - Indagou cauteloso ao se unir ao bicolor no balcão.
- Não. - Todoroki respondeu plenamente.
Izuku fitou-o confuso.
- “Não”...?
- Antes eu quero saber o significado disto aqui… - Todoroki virou a tela do tablet em sua direção.
Izuku desviou a atenção pro aparelho sem entender, foi então que um choque o tomou por completo.
“Novo pretendente?
Katsuki Bakugou, dono da grife Ichiban, compareceu a um desfile na noite de ontem (XX/XX) com um jovem misterioso que se apresentou como Izuku Midoriya. Especula-se que seja um novo relacionamento de Bakugou devido ao mistério mantido sobre seu acompanhante, cujo foi apresentado como um ‘amigo querido’.
Poderia Bakugou ter outras preferências e, por isso, nunca teve um relacionamento duradouro?”
Izuku gelou, aquilo não podia estar acontecendo.
- Agora sim eu pergunto: o que aconteceu, na noite de ontem? - Todoroki indagou ríspido.
O esverdeado umedeceu os lábios, aflito.
- N-não aconteceu nada demais! Nós só assistimos o desfile e… e conversamos. O Kacchan também insistiu que eu posasse junto dele, mas não imaginei que-!
Izuku se interrompeu no que seu celular começou a vibrar no bolso. Este checou o número na tela e levantou os olhos para Todoroki.
- Só um minuto… - Avisou ao atender a ligação. - Oi, Kacchan…
- Oi, Izuku… você- por acaso você viu a matéria?
Izuku suspirou inaudível.
- Vi.
- Olha, eu sinto muito, viu? - Bakugou disse de prontidão. - Eu não imaginava que fossem escrever toda aquela asneira sobre nós, só quero que saiba que eu não tenho nada a ver-!
- Eu sei, foi a imprensa. - Izuku tranquilizou.
- Que bom… fico feliz que entenda… Não que não passasse pela minha cabeça, eu só não quero te empurrar para algo que não queira fazer.
O esverdeado sorriu.
- Obrigado por entender.
- Eu que o diga… A propósito, fui chamado para uma coletiva de imprensa, pode ter certeza de que vou esclarecer esse m*l entendido. - Disse impaciente.
- Tudo bem. Obrigado, Kacchan. - Izuku já ia desligar quando se virou pro bicolor esperando impacientemente do outro lado do balcão e se lembrou de algo. - A propósito, quando podemos marcar para eu te apresentar o Todoroki?
Houve um silêncio no outro lado da linha, o bicolor também parecia ter engasgado com a própria saliva.
- Quase tinha me esquecido disso… - Katsuki resmungou. - Que tal na Quinta?
- Quinta? Está ótimo! Podemos sair para jantar.
- Na verdade, eu prefiro que nos encontremos na minha casa.
- Na sua casa…? Acho que pode ser, vou ver com o Tod-
Não deu tempo de terminar a frase, Todoroki tomou o telefone das mãos do esverdeado.
- Alô, senhor Bakugou?
Um silêncio perturbador se fez do outro lado.
- Todoroki, eu imagino. - Respondeu o loiro com voz sombria.
- Faz um tempo que estou querendo conhecer o senhor… pessoalmente. - Izuku podia estar ficando louco, mas tinha certeza de ter visto uma veia saltada na têmpora do amigo.
- É exatamente o que eu estava pensando… Quinta à noite está bom? Podemos ir jantar no meu apartament-
- Nada disso! Vamos nos encontrar na minha casa. - O bicolor desafiou sorridente.
Antes que a conversa ficasse mais hostil, Katsuki imaginou que seria melhor não pressionar para não causar uma má impressão ao esverdeado cujo, com certeza, estava ouvindo tudo.
- Certo… vou deixar você tomar a decisão, desta vez.
Shouto parecia incomodado com aquilo.
- “Desta vez”...?
- Até logo. - O cupido cantarolou antes de desligar na sua cara.
O bicolor encarou o telefone em mãos, tentando com todas as suas forças não atirá-lo ao chão; sua aura ameaçadora assustou o esverdeado ao lado.
- To-Todoroki…?!
O chamado trouxe-o de volta à realidade.
Olhando do celular pro esverdeado, Todoroki devolveu o aparelho e suspirou.
- Então foi a imprensa. - Disse plenamente.
- Hã…? - Izuku resmungou confuso. - A-ah, claro…! isso.
- E não aconteceu nada de estranho entre vocês… certo?
- Eu disse que não…! Bom…
- Midoriya. - Todoroki disse em tom de aviso.
- N-não é nada demais…! Só… o Kacchan recusou a representante da Cosméticos Glamour, no desfile… é estranho eu me sentir aliviado com isso?
O bicolor suspirou inaudível e levou a mão aos seus cachos verdes.
- Não que seja sensato dá-lo outra chance depois do que fez… o Bakugou só está fazendo sua obrigação mínima, que é o que devia ter feito desde o começo… eu ainda acho que não devia se contentar com pouco.
O esverdeado abaixou os olhos com o rosto corado por tentar segurar as lágrimas iminentes no que o amigo soltava as suas madeixas.
- De qualquer forma, fico aliviado que não tenha acontecido nada demais… me preocupo com o dia em que vá dar ao Bakugou uma segunda chance, mas sei que isso não cabe a mim… - Completou.
Surpreso com as palavras do amigo, Izuku levantou os olhos para ele com algo coçando na garganta.
- Todoroki…
- Sim?
- Erm… eu sei que disse que havia me superado mas, desde que eu conheci o Kacchan, você vem ficando meio esquisito… por acaso-?
- Quê? Não, não é isso! - Todoroki exclamou mortificado.
- Então você não gosta mesmo de mim…? Sabe… desse jeito?
- Gosto de você como meu amigo.
- Então por que fica tão super protetor quando se trata do Kacchan? - Acusou o esverdeado.
Shouto pausou por um momento para procurar as palavras certas.
- É mais complicado que isso… Até poderia te explicar, mas você não entenderia.
Izuku cruzou os braços e fitou os olhos heterocromáticos intensamente; estava cansado de não entender o que se passava entre Todoroki e Kacchan, mas ainda queria confiar no seu amigo.
- Certo… não vou ficar insistindo nisso, se te deixa mais tranquilo.
Shouto suspirou aliviado e sorriu.
- Obrigado, Midoriya.
- Só fico feliz em desfazer esse m*l entendido.
- Claro… desculpe se eu passei a ideia errada… Bom, vou indo; te vejo no jantar.
- Até mais, Todoroki! - Izuku respondeu alegre.
Shouto buscou a carteira e as chaves antes de sair em direção à garagem com seus pensamentos correndo num turbilhão; não imaginava que tivesse passado a ideia errada para Midoriya e se sentia m*l por isso, apesar de que estaria mentindo se dissesse que todo dia não precisasse se controlar para não pular em cima dele; havia algo no esverdeado que levava-o à beira do limite e ainda desejava arruiná-lo… como Bakugou fez.
Lembrou então do encontro marcado; não sabia o que esperar e tinha muito receio, mas talvez as coisas não sairiam tão terríveis na segurança de sua casa. Ainda não podia ter certeza de suas suposições, mas tudo indicava que aquele Bakugou era um íncubo, o que só fazia-o suspeitar cada vez mais dele e de suas intenções, ainda mais sobre Midoriya.
Queria proteger seu amigo mas, se estivesse certo, Bakugou poderia ser não só um íncubo, mas também um primogênito, o que poderia significar que Midoriya era sua alma gêmea. Só esperava ele ter razão sobre suas suposições, mas ainda queria ver com os próprios olhos.
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Ao cair da noite, em algum canto na cidade, um homem de cabelos vermelhos espetados sentava na beira de uma cama coberta com lençóis vermelhos; a mão adornada por tatuagens levou um cigarro aos seus lábios e deu uma longa tragada, expirando a fumaça no ar logo em seguida.
- Tooouyaaaaa. - Uma voz feminina grave cantarolou sedutoramente atrás dele.
Antes que se virasse para a dona da voz, braços morenos enlaçaram seu peito forte e pôde sentir s***s fartos pressionando contra suas costas. O rapaz inclinou a cabeça e aceitou de bom grado o chupão que recebeu no pescoço.
- Te peguei. - A mulher de cabelos brancos sussurrou contra seu ouvido.
- Preciso sair agora, coelhinha. - Avisou ele.
- Não tem tempo nem para mais um? - A mulher reclamou fazendo beiço.
Touya riu do fundo da garganta e arqueou uma sobrancelha para ela.
- De novo? Você não cansa mesmo, hein?
- Você ama isso em mim.
- Tem razão… mas eu não estava reclamando. - Disse virando o pescoço para dar-lhe um beijo de língua.
- Vai visitar seu irmão, de novo?
O homem cantarolou em confirmação com outra tragada.
- Ugh… vocês parecem bem unidos. - Comentou ela.
- É quase isso. - Respondeu ele sarcástico ao se levantar para longe de seu toque familiar e apagou o cigarro no cinzeiro do criado mudo.
A mulher se deitou na cama e assistiu seu acompanhante terminar de se vestir antes de voltar para ela.
- Vem cá. - Chamou ele.
A jovem morena se ajoelhou no colchão para alcançá-lo melhor e ambos se enlaçaram em outro beijo.
- Estou saindo. - O rapaz avisou.
- Até depois. - Respondeu ela num sussurro.
- Claro.
Com um último selinho e um tapa no traseiro da moça, Touya saiu pela porta da frente.
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Após uma longa jornada de trabalho, Todoroki estacionou o carro na garagem de casa; em seu caminho para a porta da frente, seus ouvidos sensíveis captaram passos na grama atrás de si.
- Você de novo? - Se virou em direção ao íncubo em seu disfarce humano.
- Nem mesmo um “olá” para receber seu irmão mais velho? - O rapaz de cabelos espetados debochou.
- O que você quer, Touya? - Perguntou o bicolor impaciente.
- Preciso de um motivo para visitar meu pirralho favorito? - Disse sarcástico ao se pendurar nos ombros do irmão. - Você cresceu bastante desde que amadureceu, eu nem te alcanço mais.
- Não tenho tempo para isso. - Shouto se desvencilhou do abraço e foi em direção à porta de entrada.
- Você acolheu um humano, certo? - As palavras de Touya fizeram o bicolor parar a meio caminho. - Não entendo essa compaixão que você tem por esses humanos… um desperdício também, aquele garoto parece ser um bom “aperitivo”.
Shouto se virou ameaçadoramente.
- Estou te avisando, Touya, se tocar em qualquer um dos meus amigos, vai se arrepender. - Disse entre dentes.
O ruivo riu debochado.
- “Amigos”, é…? Você não faz parte da mesma espécie; não sei o que quer perdendo seu tempo com essa laia… mas eu não poderia chegar tão perto sem uma confusão. Parece que você tem seguidores, Shouto.
O bicolor franziu o cenho.
- Do que está falando?
- Toda vez que você sai para trabalhar, algum súcubo vem vigiar a casa. Estranho como não se aproveitam da “refeição” que os espera lá dentro… Esse verdinho parece ser mesmo especial, hein?
- O quê-? Espera, como sabe disso?!
- Eu vim visitar seu hóspede quando percebi que ele tinha companhia. Uns súcubos estranhos que só aparecem para vigiar a casa e depois vão embora quando você volta do trabalho… Eles só ficam rondando o dia inteiro, parece um saco.
- Por que veio atrás do Midoriya? - Shouto perguntou num sussurro perturbador.
- Eu só descobri que estava hospedando um humano quando vim visitar uma vez e me interessei. - Touya deu de ombros.
- Pois pode ficar bem longe dele! E quem são esses súcubos de quem está falando?!
- Relaxa aí, pô, eu não fiquei para conversar, caso não esteja óbvio… mas é sempre alguém diferente, eu vi vários. Um ruivo de cabelo espetado, um loirinho de mecha escura, um alto de cabelo longo, uma morena e uma rosinha… acho que foram todos os que eu vi.
Shouto arregalou os olhos, mortificado; já havia visto aqueles rostos antes.
- Ah? Então você os conhece? - Touya disse divertidamente.
- Infelizmente... mas devo me sentir aliviado por eles terem aparecido. - Disse o bicolor com um olhar severo em direção ao irmão.
O ruivo riu do fundo da garganta.
- Você não sabe mesmo aproveitar a vida. É só um humano! Há bilhões desses por aí.
- Não… o Midoriya é único.
O mais velho caiu na gargalhada ao ouvir aquilo.
- Não imaginava que fosse do tipo de acreditar em contos de fada, Shouto!
O bicolor revirou os olhos.
- Por que não para de desperdiçar meu tempo e volta pra sua alma gêmea? Fiquei sabendo que já a encontrou.
Touya suspirou.
- Às vezes o Natsu precisava aprender a segurar a língua…
- Ou talvez você devesse aprender a não trair. - O bicolor se virou e foi em direção à porta de entrada, mas se deteve e girou nos calcanhares. - A propósito, Touya… se chegar perto do Midoriya de novo, estou pouco me fodendo que você é o primogênito da família, vou arrancar suas tripas com minhas próprias mãos.
Touya esboçou um sorriso de lado.
- Essa eu pago para ver.
Shouto ignorou-o, apenas se virou e adentrou a casa, deixando seu irmão mais velho para trás.
- Estou de volta. - O bicolor chamou do genkan*.
- Todoroki! Bem vindo. - Saudou Izuku, indo ao seu encontro. - Dia difícil?
- Pode-se dizer que sim… - Shouto suspirou.
- Nesse caso, o jantar é por minha conta, desta vez! - Disse pegando as sacolas de compra das mãos do bicolor.
Shouto observou o esverdeado indo em direção à cozinha, preocupado e o seguiu.
- Ei, Midoriya… você não tem dormido m*l recentemente, certo? Sem acordar cansado ou tendo sonhos estranhos?
Izuku fitou-o com um sorriso confuso.
- Às vezes você faz umas perguntas tão estranhas, Todoroki. Eu tenho dormido bem, obrigado por se preocupar.
- Fico aliviado. - Sorriu o bicolor. - Vou me trocar.
- Certo, já te chamo pro jantar! - Midoriya chamou da cozinha.
- Obrigado.
Enfim, Quinta-feira chegou e, com ela, o jantar marcado na casa do Todoroki.
Katsuki apareceu cedo, às 18h já estava tocando a campainha; foi Izuku quem atendeu.
- Ah, Kacchan! Chegou cedo. - Comentou ele.
- Estava ansioso para vir. - Comentou o íncubo.
- Pode entrar! O jantar ainda não está pronto, então acho que pode conversar com o Todoroki ou assistir TV, enquanto eu termino.
Katsuki sorriu de lado.
- Parece perfeito. A propósito, eu trouxe sobremesa. - Disse entregando uma caixa de torta pro esverdeado.
- Puxa, muito obrigado, Kacchan! Vou colocar na geladeira.
No que Izuku se retirou, Katsuki olhou para cima e avistou um bicolor com o rosto cicatrizado encarando-o intensamente do outro lado do corredor, foi então que um cheiro inconfundível penetrou suas narinas.
O cupido sibilou com seus caninos à mostra, então esboçou seu melhor sorriso forçado ao se apresentar.
- Todoroki, eu suponho.
- É uma bela observação, senhor Bakugou. - Respondeu o bicolor indiferente.
- Claro… - Katsuki deixou os sapatos no genkan e subiu o degrau pro corredor, onde tomou a mão de Todoroki num aperto. - Agora que podemos pular as introduções… temos muito o que conversar.
- Pode apostar que temos. - Shouto respondeu sério.
O anfitrião guiou o caminho até a sala de estar, onde ambos sentaram o mais longe possível um do outro no sofá em frente à TV; se encararam por um momento excruciante até o bicolor proferir as primeiras palavras.
- Vou direto ao assunto… o que você quer com o Midoriya?
Katsuki parecia ofendido.
- Sou eu quem deveria fazer essa pergunta!
- Por qual motivo? Há alguma conexão especial entre vocês dois?
- É claro que tem! - Bakugou exclamou alto o suficiente para poder chamar a atenção de Izuku na cozinha, então abaixou o tom. - Eu sou um primogênito… o Izuku é minha alma gêmea.
Todoroki suspirou aliviado.
- Eu imaginei que pudesse ser isso, mas fico feliz em confirmar.
Katsuki ergueu a sobrancelha, confuso.
- Por que se importa tanto? O que você quer com o Izuku, afinal?
- Sua amizade já é mais que o suficiente para mim.
- Hã?
- Não há outra forma de dizer isso, senhor Bakugou, você tem muita sorte de ter conseguido o Midoriya como alma gêmea. Não posso negar que seduzi-lo foi minha intenção inicial mas, mesmo se ele não tivesse me negado no começo, eu não conseguiria ir até o fim… ele é cativante, não? - Indagou com um sorriso.
Seu discurso só fez Katsuki se sentir confuso e pior consigo mesmo, este bufou envergonhado por ter tratado Izuku daquele jeito.
- É, acho que ele é, sim… - Disse devagar.
- Você ainda não aceitou bem o fato de ter uma alma gêmea, ao que parece.
- Depois de tudo o que vi e passei, é mesmo difícil aceitar.
- Bom, eu não posso dizer que entendo como é.
- Não é um cupido?
Shouto negou com a cabeça.
- Não, sou o caçula de quatro irmãos, meu irmão Touya foi quem recebeu essa tarefa. A propósito, senhor Bakugou, fiquei sabendo que alguém anda vigiando minha casa. Você não saberia de nada, por acaso?
Katsuki estalou a língua.
- Enviei meus amigos para vigiar o Izuku durante o dia, tem alguém na nossa cola.
O bicolor parecia perturbado com a informação.
- Como assim?
- Uma tal de Himiko o quer como alma gêmea e acha que pode quebrar as regras para conseguir isso, foi só uma medida preventiva.
Shouto se calou, processando o que acaba de ouvir.
- Nesse caso, devo dizer que me sinto aliviado por ter tomado essa precaução; além do mais, essa Himiko parece não ser a única de olho no Midoriya.
- Hã?! - Bakugou indagou espantado.
- Meu irmão também parece interessado nele…
Bakugou bufou impaciente.
- Eu sabia que devia tê-lo mandado de volta para casa.
- Eu não posso controlar o que meu irmão i****a faz.
- Mas é por isso mesmo. - Retrucou o cupido. - Mas, de certa forma, devo confessar que me sinto grato pelo Izu ter encontrado alguém como você.
Shouto sorriu; apesar de acabarem de se conhecer, não esperava aquilo vindo dele.
- Sabe… não posso dizer o mesmo. - Suas palavras contrariaram o loiro. - Mas está tentando dar uma chance ao Midoriya e isso é bom… ele merece ser tratado bem.
- Eu sei que merece.
- Vamos fazer isso, certo? Pelo Midoriya. - Disse Todoroki ao estender o punho para ele.
O loiro fitou-o curioso, mas simplesmente ignorou a oferta.
- Claro… que seja. - Disse ao se enterrar no sofá emburrado.
Todoroki sorriu; aquele cupido era o mais cabeça dura que já conheceu, até mais que seu irmão, mas parecia um íncubo divertido e tinha esperança de que conseguiria melhorar pelo Midoriya.