capítulo 47

1575 Palavras

Algumas horas depois, quando finalmente Erick e Marina deixaram o hospital, a cidade parecia diferente. Talvez não fosse a cidade. Talvez fossem eles. O carro de Erick atravessava as ruas quase silenciosas enquanto as luzes dos postes escorriam pelo vidro como pequenos rios dourados. Marina permanecia quieta no banco do passageiro, as mãos repousadas sobre o ventre de forma quase inconsciente. Erick percebeu. E cada vez que percebia, algo aquecia dentro do peito dele. Nenhum dos dois falava muito. Mas não era um silêncio desconfortável. Era o silêncio de quem ainda tentava compreender a própria felicidade depois de atravessar uma tempestade. Quando chegaram ao apartamento, Erick desligou o carro, mas permaneceu alguns segundos com as mãos no volante. Respirando. Como se ainda es

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR