Subi para o quarto tentando não derramar nem mais uma gota de lágrima por causa daqueles três. Eu suportei o insuportável desde que cheguei a esta matilha: rejeições, humilhações, traições. E, mesmo assim, os perdoei porque o meu amor por eles parece não ter limites. Mas agora a realidade me atingiu como um soco: eles são pais. E não é de um filho meu. Talvez nunca seja. Sonhei a vida toda em me casar e construir uma família, mas sinto meus sonhos escorrendo pelo ralo. O pior de tudo é que eles continuam me magoando, e eu simplesmente não consigo sentir raiva. Tranquei a porta do quarto e me joguei na cama. — Você é uma i****a mesmo, Anika — murmurei para o teto, a visão turvada pelo choro que eu não conseguia mais conter. "Anika... eu sinto muito" — Rose, minha loba, sussurrou com

