Eu nunca imaginei que a rejeição de Dylan fosse doer tanto em Anika. Ela estava desesperada, batendo na porta do quarto dele. Eu estava destruído, observando-a bater até machucar as mãos. Dylan não a merecia, não alguém como Anika.
Não conseguia mais me conter e tentei afastá-la da porta, mas no momento em que ela tocou minha pele, caí no chão e senti cada parte do meu corpo em chamas. Uma dor agonizante percorreu meu corpo. As lágrimas turvaram minha visão e me esforcei para não gritar enquanto a dor me consumia.
Anika largou meu pulso e se afastou, assustada.
Olhei para meu pulso e vi uma queimadura vermelha e com bolhas.
"Como você fez isso?", perguntei, respirando com dificuldade.
Mas ela estava tão determinada a falar com Dylan que se virou e voltou a bater na maldita porta.
Lenno estava furioso dentro de mim. Ver nossa companheira se importar tanto com o meu irmão era demais para nós dois. Então, saí, deixando-a.
Fui para a floresta e me transformei, deixando Lenno assumir o controle. Corremos até as montanhas. Até o sol nascer, meu nariz sangrava, e meus olhos não pararam de derramar lágrimas.
"Damian!", ouvi a voz de Dario me chamando, preocupado.
"Você tem que se acalmar," falou, me entregando uma peça de roupa.
Voltei à minha forma humana e comecei a me vestir.
"Como ela está?", perguntei, me sentando numa rocha.
"Na mesma. Não quis sair da porta do quarto de Dylan, bateu a noite toda," falou Dario, parecendo cansado.
"Aquele i****a! Eu já sabia que isso seria um problema. A história se repetindo mais uma vez," falei, irritado.
"Temos que esperar ela se acalmar e depois perguntar como ela conseguiu fazer essa queimadura em você apenas segurando seu pulso," falou Dario, apontando para o meu pulso.
"Isso é realmente estranho. Um lobisomem normal não pode ter poderes," falei, olhando meu pulso e sentindo um aperto no peito.
Olhei para Dario, que parecia também estar sentindo, e me levantei.
"Vamos ver a Anika. Tem algo errado."