Acordei e Stella ainda dormia. Fiquei observando-a, sem a menor vontade de sair da cama, mas me obriguei a levantar para resolver as pendências da matilha. Fui ao banheiro, tomei um banho rápido e, ao sair para me vestir, ela já não estava mais lá.
Sem pensar duas vezes, vesti uma cueca e a primeira calça que encontrei. Saí do quarto às pressas, mas parei abruptamente no topo da escada ao ver Damian. Ele estava com o rosto colado ao de Stella, sussurrando algo que não consegui captar. O que me tirou o juízo, porém, foi o beijo. Uma parte de mim esperava que ela o afastasse, mas Stella correspondeu como se eu nem estivesse ali.
Quando Damian declarou que a queria como sua concubina, meu sangue ferveu. Esqueci que ele era meu irmão; Harpe assumiu o controle instantaneamente. Se Dario e Gael não tivessem me contido, eu o teria estraçalhado.
A fúria continuou crescendo. Saí correndo pela vila da matilha, com a imagem de outro homem tocando-a repetindo-se como um pesadelo em minha mente. Só parei em frente à casa de Romeu. Retornei à forma humana, ainda queimando de raiva, e escancarei a porta. Romeu estava na cozinha passando café e me lançou um olhar severo.
— Brigaram de novo? — perguntou, enchendo sua caneca.
Respirei fundo e apenas assenti.
— Ela está no quarto. Vou trabalhar agora, avise-a por mim — disse ele, saindo logo em seguida.
Com os punhos cerrados, subi as escadas e bati na porta dela com força.
— Pode entrar, pai! — ela gritou lá de dentro.
Abri a porta e entrei. Stella estava encostada na janela, observando o movimento da alcateia lá fora.
— O que você veio fazer aqui? — perguntou, sem sequer se dar ao trabalho de olhar para mim. A indiferença dela me deixou ainda mais furioso.
A teimosia de Stella estava me levando ao limite. Lutei para não fazer algo imprudente, mas a raiva venceu. Fui até ela e a puxei brutalmente contra meu peito.
— Me larga, Dylan! Se acha que pode passar a noite com ela e depois vir cobrar algum direito sobre mim, está perdendo seu tempo. Você não manda em mim! — ela gritou, tentando se soltar.
— Cala a p***a da boca, Stella! Você é minha, sempre foi! — rugi, empurrando-a contra a parede e segurando seu pescoço, não para sufocá-la, mas para contê-la.
— Me solta! Eu não sou nada sua! — ela chorava, debatendo-se.
O desejo de dominá-la e silenciar aquela rebeldia foi maior que minha razão. Segurei sua nuca com força e a beijei com uma fúria selvagem. Foi um beijo faminto, possessivo; nossas línguas se chocavam enquanto eu mordia seus lábios com tanta força que senti o gosto metálico do sangue de ambos. Ela retribuiu na mesma intensidade, mordendo-me de volta, entregando-se ao caos.
— Dylan... não para, por favor... — ela pediu, saltando em meu colo.
Levei-a até a cama. Sentei-me e a posicionei de frente para mim. Arranquei sua blusa, expondo seus s***s. Abocanhei um deles enquanto apertava o outro, arrancando-lhe um gemido baixo. Senti-a agarrar meus cabelos e se esfregar contra a ereção pulsante dentro da minha calça. Suas mãos desceram frenéticas, abrindo meu cinto e a calça, abrindo caminho para que eu entrasse nela.
Stella sentou-se de uma vez, preenchendo-se comigo, e começou a cavalgar com uma mistura de ódio, desejo e anos de sentimentos reprimidos.
— p***a, Stella... desse jeito eu vou gozar... — gemi, puxando-a para outro beijo enquanto ela cavalgava com força.
Naquele momento, as brigas e o mundo exterior deixaram de existir. A respiração dela ficou curta, as pernas tremeram em um orgasmo violento que desencadeou o meu. No ápice do prazer, meus caninos saltaram e, agindo por um instinto primitivo e possessivo, eu os cravei no pescoço dela.
Marquei-a. Stella agora era minha, irrevogavelmente.