Capítulo:41-Dylan POV

665 Palavras
​Acordei e Stella ainda dormia. Fiquei observando-a, sem a menor vontade de sair da cama, mas me obriguei a levantar para resolver as pendências da matilha. Fui ao banheiro, tomei um banho rápido e, ao sair para me vestir, ela já não estava mais lá. ​Sem pensar duas vezes, vesti uma cueca e a primeira calça que encontrei. Saí do quarto às pressas, mas parei abruptamente no topo da escada ao ver Damian. Ele estava com o rosto colado ao de Stella, sussurrando algo que não consegui captar. O que me tirou o juízo, porém, foi o beijo. Uma parte de mim esperava que ela o afastasse, mas Stella correspondeu como se eu nem estivesse ali. ​Quando Damian declarou que a queria como sua concubina, meu sangue ferveu. Esqueci que ele era meu irmão; Harpe assumiu o controle instantaneamente. Se Dario e Gael não tivessem me contido, eu o teria estraçalhado. ​A fúria continuou crescendo. Saí correndo pela vila da matilha, com a imagem de outro homem tocando-a repetindo-se como um pesadelo em minha mente. Só parei em frente à casa de Romeu. Retornei à forma humana, ainda queimando de raiva, e escancarei a porta. Romeu estava na cozinha passando café e me lançou um olhar severo. ​— Brigaram de novo? — perguntou, enchendo sua caneca. ​Respirei fundo e apenas assenti. ​— Ela está no quarto. Vou trabalhar agora, avise-a por mim — disse ele, saindo logo em seguida. ​Com os punhos cerrados, subi as escadas e bati na porta dela com força. ​— Pode entrar, pai! — ela gritou lá de dentro. ​Abri a porta e entrei. Stella estava encostada na janela, observando o movimento da alcateia lá fora. ​— O que você veio fazer aqui? — perguntou, sem sequer se dar ao trabalho de olhar para mim. A indiferença dela me deixou ainda mais furioso. ​A teimosia de Stella estava me levando ao limite. Lutei para não fazer algo imprudente, mas a raiva venceu. Fui até ela e a puxei brutalmente contra meu peito. ​— Me larga, Dylan! Se acha que pode passar a noite com ela e depois vir cobrar algum direito sobre mim, está perdendo seu tempo. Você não manda em mim! — ela gritou, tentando se soltar. ​— Cala a p***a da boca, Stella! Você é minha, sempre foi! — rugi, empurrando-a contra a parede e segurando seu pescoço, não para sufocá-la, mas para contê-la. ​— Me solta! Eu não sou nada sua! — ela chorava, debatendo-se. ​O desejo de dominá-la e silenciar aquela rebeldia foi maior que minha razão. Segurei sua nuca com força e a beijei com uma fúria selvagem. Foi um beijo faminto, possessivo; nossas línguas se chocavam enquanto eu mordia seus lábios com tanta força que senti o gosto metálico do sangue de ambos. Ela retribuiu na mesma intensidade, mordendo-me de volta, entregando-se ao caos. ​— Dylan... não para, por favor... — ela pediu, saltando em meu colo. ​Levei-a até a cama. Sentei-me e a posicionei de frente para mim. Arranquei sua blusa, expondo seus s***s. Abocanhei um deles enquanto apertava o outro, arrancando-lhe um gemido baixo. Senti-a agarrar meus cabelos e se esfregar contra a ereção pulsante dentro da minha calça. Suas mãos desceram frenéticas, abrindo meu cinto e a calça, abrindo caminho para que eu entrasse nela. ​Stella sentou-se de uma vez, preenchendo-se comigo, e começou a cavalgar com uma mistura de ódio, desejo e anos de sentimentos reprimidos. ​— p***a, Stella... desse jeito eu vou gozar... — gemi, puxando-a para outro beijo enquanto ela cavalgava com força. ​Naquele momento, as brigas e o mundo exterior deixaram de existir. A respiração dela ficou curta, as pernas tremeram em um orgasmo violento que desencadeou o meu. No ápice do prazer, meus caninos saltaram e, agindo por um instinto primitivo e possessivo, eu os cravei no pescoço dela. ​Marquei-a. Stella agora era minha, irrevogavelmente.
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