Capítulo:60_ Dario Pov

770 Palavras
Após a conversa com Dylan e de sair do escritório, fui procurar Stella. Havia muitas coisas que eu precisava discutir com ela. Peguei meu carro e dirigi até a casa de Romeu, que me recebeu com um desagrado nítido assim que abriu a porta. ​— Romeu, a Stella está? ​— Está sim, mas não sei se ela vai querer conversar com você — ele respondeu, bloqueando parcialmente a entrada. ​Sem querer causar um conflito, fiz um elo mental com Stella, avisando que estava na porta e que precisava vê-la. Após alguns segundos, ela desceu as escadas. ​— Pode deixar, pai. Eu vou sair e conversar com ele. ​— Stella, tem certeza, minha filha? — Romeu perguntou, a voz carregada de preocupação. ​— Sim, pai. Não se preocupe, é somente o Dario — ela disse, abraçando-o antes de sair. ​Caminhamos até o carro em silêncio. Entramos, e eu não consegui evitar a pergunta que martelava na minha cabeça sobre o comportamento de Romeu. ​— Stella, o que foi aquilo? O Romeu sabe melhor que ninguém que eu e meus irmãos jamais faríamos nada para te machucar. Por que essa hesitação dele em te deixar vir comigo? — perguntei enquanto dirigia em direção ao lago onde costumávamos brincar na infância. ​— Eu estou grávida, Dario. É por isso que meu pai está assim, superprotetor — ela revelou, olhando fixamente pela janela. ​— Isso não é justificativa, Stella. Crescemos juntos e eu te conheço melhor do que ninguém. Sei quando você está escondendo algo. ​Parei o carro na margem do lago e a encarei. Ela suspirou, brincando com os próprios dedos, de cabeça baixa. ​— O filho é do Dylan, Dario... mas eu disse a ele que não era. ​— Por que você está escondendo isso dele? Você não acha que ele tem o direito de saber? ​— Eu não quero que ele se prenda a mim por causa de uma criança! O Dylan merece ser feliz com a Anika, e eu não quero ser uma pedra no caminho deles. ​— Stella, pela Deusa, você está se escutando? O Dylan destruiu o escritório inteiro e bebeu Deus sabe quantas garrafas de whisky. Sabe o que ele me disse, mesmo bêbado? Que te ama — falei, vendo as lágrimas brotarem nos olhos dela. ​— Eu não quero falar sobre isso agora, Dario. ​— Tudo bem. Vim aqui para te pedir outra coisa. Quero que você dê aulas de combate para a Anika. ​— O quê? Dario, você perdeu o juízo? — Ela me olhou, incrédula. ​— Stella, não há ninguém melhor que você para isso. Eu e meus irmãos não teríamos pulso firme; seríamos protetores demais e pegaríamos leve. O Gael ou qualquer outro m****o da alcateia teria receio de machucá-la por ela ser a futura Luna. ​— Então você quer dizer que eu sou a única que não vai se importar se ela se machucar? — ela perguntou, com um olhar sério. ​— Sim. Você é a pessoa ideal. Lembra quando éramos pequenos e o único que podia te treinar era o Damian, porque eu e o Dylan tínhamos medo de te ferir? É a mesma coisa com a Anika. ​Ela soltou uma risada triste, com um olhar vazio de quem está quebrado por dentro. ​— Vocês realmente a amam, não é? Tudo bem, eu aceito, em nome da nossa amizade. Mas precisamos ter cuidado; estou grávida e, embora esteja no começo, preciso me resguardar. ​— O maior problema agora será impedir o Dylan de enlouquecer quando descobrir que vocês duas estarão treinando juntas. ​Rimos da ironia da situação. Levei-a de volta para casa e retornei à mansão para dar a primeira aula à Anika. Quando ela chegou à academia, meu autocontrole foi testado; ela estava incrivelmente sexy naquela roupa de treino. Tirei minha camisa para treinar enquanto ela estava na esteira, sentindo o olhar dela queimar minha pele o tempo todo. ​Decidi que hoje faria as coisas do meu jeito. Quando perguntei se ela queria companhia no banho, vi suas bochechas ruborizarem. Ela hesitou, e eu não esperei por uma resposta. Caminhei na frente até o quarto dela e, assim que entramos, fechei a porta e a prensei contra a madeira. ​Deixei transparecer todo o desejo que eu vinha reprimindo. Naquele momento, agradeci mentalmente ao Damian por ter sido o primeiro dela; porque o que eu pretendia fazer agora não teria nada de romântico. Eu a queria com a urgência de um lobo faminto. .
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