Bruna — Alô? — Sogrinho, ele acordou. Meu Deus eu tô desesperada. — O QUE? Eu já estou indo pra aí. Ele desligou, devia estar tão louco quanto eu. Andei de um lado pro outro recuperando o fôlego e entrei no quarto novamente. A enfermeira estava testando sua respiração sem os aparelhos e vendo seus batimentos cardíacos. Assim que ela terminou foi buscar sua comida. Me aproximei dele e acariciei seu rosto com a ponta dos dedos. — Espera, cadê a garota? — Garota? Que garota? — A da outra cama. Me virei depressa, a cama estava vazia, feita e todos os aparelhos em volta desligados. Não havia sinal nenhum de que alguém havia estado ali. — Eu... eu não sei. Respirei fundo e me virei para ele. — O importante é que você está aqui. Bem. Seus olhos tinham uma certa pureza, iguais ao de u

