☆ Livia Carter ☆
— Lívia — ele chama.
Meu nome escapa de seus lábios quase como uma reverência contida, mas há algo de cortante no som, como se a simples pronúncia dele estivesse machucando sua garganta.
— Mason... — Minha voz ecoa mais baixa do que eu gostaria, rouca e carregada de uma hesitação que odeio transparecer. — Não vai rolar...
Ele não se afasta. Pelo contrário, a presença dele parece se expandir, ocupando cada centímetro do oxigênio ao meu redor.
— Por que não? — Há uma pontada de curiosidade misturada a algo mais profundo, algo como um desespero sombrio e contido. — Dois anos, Lívia... Dois anos fugindo desse magnetismo. Você realmente acha que... acha que eu sou tão repugnante assim para você?
Respiro fundo, sentindo o perfume dele — sândalo e algo metálico, como perigo — invadir meus pulmões. Mantenho a voz o mais firme possível, embora meu coração martele contra as costelas.
— Você tem alguém, Mason. — Meus olhos focam na intensidade azul dos dele, um oceano em fúria. — Eu não vou ser sua amante e, p***a, eu não vou me envolver com o noivo da minha amiga. Não sou esse tipo de mulher.
Ele dá um passo à frente. A distância entre nós agora é meramente simbólica. Sinto o calor que emana do corpo dele, uma promessa silenciosa de incêndio.
— Mas e meu irmão? — ele pergunta, a voz descendo uma oitava, tornando-se perigosamente suave.
A pergunta me pega desprevenida. O nome de Christopher entre nós parece uma nota desafinada.
— O que tem Christopher? — pergunto, a curiosidade vencendo a minha cautela por um breve instante.
— Você deu a ele uma chance... — Mason começa, e sua mão sobe, deslizando pelo meu braço com uma lentidão sádica. O contato de seus dedos sobre a minha pele nua dispara arrepios involuntários, uma traição óbvia do meu próprio corpo. — Você deixou que ele cruzasse a linha. Deixou que ele te tocasse de um jeito que só eu deveria tocar.
— Nós nos beijamos, Mason. — Sustento o olhar, embora sinta minhas pernas bambearem. Meus olhos buscam os dele, perguntando-me se aquele azul pode se tornar ainda mais escuro, mais denso. — Foi apenas um beijo.
— Você deixou que ele te tocasse... — A voz dele agora é um sussurro perigoso, carregado de uma possessividade que me faz estremecer. Ele se inclina, o hálito quente roçando minha bochecha.
— Eu não gosto de dividir o que é meu, Lívia. A ideia dele sentindo o seu gosto, de ele tocando a sua pele... isso me faz querer destruir algo.
— Eu não sou sua, Mason. — Minha voz ecoa com firmeza, mas ele ignora o protesto como se fosse o barulho de uma chuva lá fora. Inútil.
— Você é minha, Lívia. — Ele afirma com uma convicção que me assusta, porque soa como uma verdade absoluta. Seus olhos desviam para os meus lábios, devorando-os visualmente antes de voltarem para os meus olhos com uma promessa de ruína. — Você é minha porque o seu corpo implora por isso. Porque se eu te beijar agora, você não vai oferecer resistência, você vai se abrir para mim como uma flor ao sol.
Ele encurta o espaço final, colando seu peito ao meu. Posso sentir a dureza de seus músculos, a rigidez de sua postura.
— Você é minha porque eu garanto... se eu te tocar agora mesmo, se eu enfiar minha mão por baixo desse maldito vestido e te f***r com meus dedos até você não saber mais onde termina e eu começo, é por mim que você vai se desfazer. — A mão dele aperta meu quadril com uma força bruta, puxando-me para o seu centro. — É o meu nome que você vai gritar enquanto goza. Não o do Christopher. O meu.
O silêncio que se segue é carregado de uma eletricidade insuportável. Eu deveria empurrá-lo, deveria dar as costas e sair daquele quarto, mas meus pés parecem fincados no chão, presos pela gravidade do homem à minha frente.
Pisco atordoada, tentando assimilar cada uma daquelas palavras que saíram da boca de Mason, e a maldita maneira como elas deixaram meu corpo em combustão.
Minhas defesas estão desmoronando sob o assalto verbal dele, e a prova disso é o tremor incontrolável que me percorre.
Mas antes que eu possa sequer formular uma resposta, seus lábios encontram minha nuca. O toque inesperado me faz fechar os olhos em um reflexo espontâneo, uma rendição silenciosa que me odeio por dar.
Seus dedos cravam em minha cintura, um aperto possessivo que me mantém presa a ele, me impedindo de fugir enquanto seus lábios exploram cada centímetro da minha nuca.
Ele deposita beijos molhados, mordiscando a pele sensível o suficiente para me fazer arfar e prender a respiração em minha garganta. Sinto um arrepio percorrer toda a minha espinha quando ele sobe os lábios até o lóbulo da minha orelha, mordendo-o de forma lenta e proposital, enviando ondas de calor diretamente para o meu ventre.
Consigo sentir o calor que emana do seu corpo, denso e perigoso, contra o meu. Uma de suas mãos desliza para minha lombar, me puxando para ainda mais perto. Ele me pressiona contra seu corpo, revelando a dureza da sua ereção contra as minhas nádegas, o suficiente para me fazer arfar novamente.
— Diga-me, Lívia... — a voz dele ecoa baixa em meu ouvido, um rosnado quase inaudível, mas carregado de uma exigência brutal. — Diga que não me deseja tanto quanto eu a desejo. Diga-me que seu corpo não está implorando por um toque meu... Me peça para parar, Lívia.
Sua mão livre desliza em direção à barra do meu vestido, brincando com o tecido entre os dedos, uma tortura adicional, sabendo que ele pode rasgar a qualquer momento.
— Vamos. Diga-me para parar. — Ele encaixa seu joelho entre minhas pernas, abrindo um espaço íntimo e profanando-o com sua presença. Sinto o atrito do tecido das suas calças contra a minha virilha. — Diga-me para recuar, Lívia...
Sua voz está ofegante, áspera, quando sua mão desliza para baixo do meu vestido, tocando a parte interna das minhas coxas em uma promessa silenciosa. É uma carícia lenta e torturante, subindo milímetro por milímetro, acendendo cada nervo.
— Vamos, Lívia... — Seus dedos dançam pela parte interna das minhas coxas, cada toque enviando um choque elétrico. — Faça isso. Me afaste. Diga que seu corpo não está tremendo de excitação para que eu te f**a com meus dedos agora mesmo.
— Mason, eu... — A palavra morre em minha garganta, sufocada por um gemido que não consigo conter.
Um riso curto e c***l surge em seus lábios, quase um triunfo, quando seus dedos encontram minha i********e, separados apenas pelo tecido fino do biquíni. O toque é um choque elétrico que me faz arquear as costas.
— Você é hipócrita, Lívia. — Ele diz, a voz rouca, baixa, quase um sussurro perverso, enquanto seus dedos esfregam meu c******s em círculos lentos e insistentes por cima do tecido. A fricção é insana, e sinto o sangue pulsar ali, uma demanda urgente. — Você diz que não me quer, que não quer o homem da própria amiga, mas se eu aumentar a intensidade dos meus toques...
Ele pressiona os dedos mais forte, seus movimentos se tornando mais intensos, mais rápidos, mais desesperados.
— Se eu te tocar no lugar certo... — ele afasta a calcinha do biquíni, expondo minha carne pulsante e molhada. Sinto o ar frio tocar minha i********e, e quase vejo estrelas. Seus dedos brincam com o tecido, esticando-o de um lado para o outro. — Você gozaria em meus dedos como uma cachoeira, sem se preocupar se estou ou não com sua Samantha. Mas isso não vem ao caso agora, certo?
Ele desliza um segundo dedo para dentro da calcinha, prendendo meu c******s entre eles e apertando-o, torcendo-o e beliscando-o de forma tão precisa que solto um gemido abafado. Meus quadris se erguem, buscando por mais fricção, mais daquela agonia deliciosa. Minha mente se esvazia de tudo, exceto da sensação dos dedos dele.
— Mas sabe qual é o problema em tudo isso, Lívia... — ele diz próximo ao meu ouvido, a voz como um veneno doce, guiando um terceiro dedo em direção à minha entrada. O hálito quente em minha pele me arrepia. — Eu e Samantha não temos nada, além de um relacionamento falso, um maldito acordo. Eu nunca a toquei como estou te tocando agora. Nunca senti o corpo dela implorar pelo meu toque desse jeito. Já você... você deixou que meu irmão te tocasse, o maldito Christopher. E eu não vou tolerar isso.
Seu terceiro dedo se move para dentro de mim, entrando de forma lenta e provocativa, alargando-me com uma crueldade que me faz fechar os olhos. Meus lábios estão entreabertos, a respiração ofegante, meu corpo inteiro convulsionando em seu aperto.
— Mason... — Minha voz ecoa em um gemido baixo, quase manhoso, e eu ouço seu riso rouco ecoando no silêncio do quarto. É um som vitorioso, sádico.
— Eu poderia te f***r agora, Lívia, e você seria minha e de mais ninguém. — Ele sussurra em meu ouvido, a promessa de posse arrepiando cada pelo do meu corpo. — Mas eu não vou fazer isso. Não ainda. Você vai vir até mim, você vai implorar por cada toque meu, por cada estocada. E quando isso acontecer, eu juro que vou fazê-la esquecer como se anda, como se fala, como se respira sem o meu controle. Mas até lá, não vou te deixar gozar. Não até que você admita, em voz alta, que seu corpo me deseja acima de tudo.
Dito isso, ele se afasta de mim, retirando seus dedos, seus lábios, o calor de seu corpo. O vazio é súbito e brutal, quase me fazendo ir ao chão, mas ele sustenta meu corpo por um momento antes de me soltar.
A frustração é um grito silencioso que me toma por completo, e eu o empurro para longe, me afastando totalmente do seu alcance como se sua presença fosse veneno.
— Seu filho da p**a, desgraçado! Como você ousa... — Minhas palavras são cortadas, carregadas de raiva e excitação não consumida.
Antes que eu possa dizer qualquer outra coisa, ele se vira, saindo do quarto e me deixando ali, no meio do cômodo, sozinha.
Minhas pernas tremem incontrolavelmente, minha i********e lateja de desejo e frustração, e minha mente está em choque com a audácia daquele homem de ir tão longe, de me levar ao inferno e ao céu, para no fim parar na metade.
Eu mato Mason.
Passo as mãos por meus cabelos, a frustração me envolvendo por completo. Respiro fundo, inspiro, respiro de novo.
Mason me levou ao limite da sanidade, mas ele se esqueceu que duas pessoas podem jogar esse jogo.