Samael Charlotte agora estava tão amaldiçoada quanto eu. E, por um sentimento humano desprezível que eu deveria ignorar, me sentia tentado a assumir a culpa. Por que me importar? Eu não devia. Agora, sem a influência direta do inferno, meus poderes estavam mais controlados. A raiva, o fogo, a intensidade – tudo ainda estava lá, mas eu era capaz de domá-los. Ainda assim, o vínculo entre Charlotte e eu parecia mais forte. Nem mesmo a morte dela seria capaz de quebrá-lo. Caminhávamos em silêncio pela cidade, com o som abafado dos carros passando ao longe. Charlotte estava inquieta, os braços cruzados, como se quisesse se proteger de algo – talvez de mim. — Depois de... tudo o que aconteceu, acho melhor você não voltar para o meu apartamento — ela sugeriu finalmente, mas sem olhar diretam

