Samael A lua cheia pairava no céu como um olho vigilante, espalhando sua luz prateada sobre o parque deserto que escolhi para o ritual. Estávamos cercados por árvores altas e antigas, cujas sombras se projetavam de forma ameaçadora sobre o gramado úmido. O vento sussurrava através das folhas, carregando consigo um frio cortante que parecia se enroscar ao redor de Charlotte como um manto invisível. Ela caminhava ao meu lado, hesitante, seus passos lentos e inseguros. As botas batiam suavemente contra o solo, enquanto suas mãos apertavam a jaqueta ao redor do corpo, como se isso fosse suficiente para protegê-la do que estava por vir. — Por que aqui? — perguntou, olhando ao redor com desconfiança. — Porque não vou arriscar destruir o seu apartamento, Charlotte — respondi, minha voz carreg

