Samael A noite, como um véu de escuridão espesso, envolvia o pequeno apartamento em um manto de quietude, interrompido apenas pela respiração hesitante de Charlotte e o leve farfalhar das cortinas ao sabor do vento. Eu me encontrava de pé, imóvel, próximo à janela, observando as luzes distantes da cidade como se fossem estrelas decadentes em um céu invertido. O apartamento de Charlotte estava mergulhado em silêncio, um tipo de silêncio que parecia conspirar com a penumbra. Do lado de fora, a chuva batia nas janelas, mas eu m*l ouvia. A cada minuto que passava, minha mente retornava ao que eu havia visto na noite anterior, no instante em que estava prestes a deixar esse lugar. A figura. Aquela sombra fugaz. Eu reconheci o que era, mesmo que tivesse negado para mim mesmo a princípio. Não

