Capítulo 9 - Ciúmes

1357 Palavras
Dizer que Afonso tinha cabeça para trabalhar era um grande engano, mas ele sabia que não poderia ficar em casa se entregando a tristeza e pensando na pessoa que tinha perdido, ele seria capaz de cometer outra besteira contra a própria vida. Por isso decidiu que seria melhor estar no restaurante, com pessoas, amigos, que pelo menos em algumas horas o fariam pensar em outra coisa. Por isso ele foi e se dedicou ao trabalho, como a muito tempo não fazia. Ele terminava mais um prato quando um dos seus garçons o avisou que Bela acabava de entrar no restaurante com uma amiga. Afonso: As sirva bem e não hesite em me chamar caso ela precise de alguma coisa. Disse ao seu funcionário que assentiu. Todos ali sabiam que ele considerava a família de Alana como sua. E no caso, Bela era como a irmã dele. Ninguém ousaria tratá-la m*l, mesmo com as atitudes grosseiras dela com os funcionários. Caso que nunca chegou aos ouvidos de Afonso. Foi com muita raiva que Bela encarou o apelido da irmã como uma das sobremesas, ele tinha que inventar uma sobremesa inspirada da noiva morta? Será que em todos os lugares que fosse para se aproximar dele teria a irmã no meio? Ela estava muito irritada e claro que a amiga percebeu. Hannah: Você não pode ficar assim. Precisa entender que sua irmã sempre será parte da vida dele. Disse tentando confortar a amiga. Bela: Só que ele precisa seguir em frente. E não ficar vendo a Alana em tudo o que faz. Hannah: Bel, se você não conseguir entender e aceitar que ele amou sua irmã de corpo e alma, da forma mais profunda que alguém pode amar, nunca vai conseguir se aproximar dele. Bela: Isso não é verdade. Eu posso fazer esquecê-la. Hannah: Engano seu, precisa aceitar o passado dele. Entender que mesmo que ele venha a te amar, ele amou outra pessoa antes de você. Ele tem o passado, Bel. E você precisa aceita-lo. Encare sua irmã como uma ex namorada. Alguém que ele amou, mas que não era para ficarem juntos. Bela: Você não entende. Nunca vai entender o que eu sinto por ele. Hannah: Disfarça que ele está vindo. Afonso se aproximou da mesa delas e com um sorriso as cumprimentou. Bela: Afonso, essa é minha amiga, Hannah. Afonso: Prazer, Hannah. Espero que tenham sido bem servidas e que tenham gostado da comida. Disse com uma Bela abraçada a ele. Hannah: Tenho que dizer que nunca provei algo tão bom. Parabéns. Disse simpática e vendo o olhar de Bela em cima dele. Bela: Ele é o melhor. Disse boba. Afonso: Que nada, você está dizendo isso porque é minha irmã. Disse sorrindo para ela. E Hannah viu o olhar de Bela mudar. O garçom se aproximou e disse algo a Afonso. Ele se virou e viu com surpresa quem estava no restaurante. - Bom, eu preciso cumprimentar alguém. Posso mandar uma sugestão de sobremesa? Hannah: Por mim tudo bem. Como dizer não para uma sugestão do cheff. Ele sorriu. Afonso: vocês vão gostar. Bom, com licença. Disse e foi se afastando em direção a mesa oposta a delas. Hannah: Eu ainda não sei como ele não percebeu. Você praticamente o devora com o olhar. Comentou, mas Bela estava mais preocupada ao ver Afonso ser abraçado por uma mulher, uma mulher que ela não conhecia. - O que foi? Disse ao ver como Bela não estava prestando atenção na conversa. Bela: Quero saber quem é aquela v***a que está pendurada nele. Hannah: Pode ser só uma amiga. Disse olhando também. Bela: Não é uma amiga. Se fosse eu saberia. Todos os amigos dele são praticamente os mesmos da Alana. Hannah: Relaxa, Bel. As vezes é só uma cliente antiga. Bela: Não é, eu sei que não. O Afonso está desconfortável, eu posso sentir daqui, o conheço bem para saber. E ela o olha com cobiça. Hannah: Você não pode impedir as pessoas de o desejarem. Ele é um homem muito bonito, Bel. E se ele se interessar de volta não há nada que possa fazer. Bela: Você se engana. Eu posso sim, eu esperei por anos para tê-lo para mim. Não vou deixar uma v***a tirar o que é meu. Hannah balançou a cabeça em negação. Até ver Bela se levantar. Hannah: Onde você vai? Bela: Acabar com a felicidade dessa vagabunda. Hannah: Bel, não faça isso. Você não tem esse direito. Chamou a amiga em vão. Bela já se encaminhava até onde estava Afonso e Sabrina. Afonso: Bom, espero que estejam sendo bem servidas. Disse olhando para Sabrina e a Secretária dela. Sabrina: Sim, estamos. Você é um homem sofisticado Afonso. Só em olhar para esse lugar, a decoração, até a escolha dos talheres devo lhe dá os parabéns. E os pratos então. Estavam deliciosos. Disse o encarando com malícia. Afonso: Bom, obrigada pelo elogio, mas devo dizer que não sou um homem sofisticado como disse. Meu único trabalho aqui são em montar os pratos e cozinhar, criar. Toda a decoração e escolha desde os vãos de plantas até os talheres tudo foi a Alana quem fez. Ela sim é sofisticada, competente e profissional. Sabrina: Entendo. Espero que você realmente volte ao meu consultório. Espero poder te ajudar Afonso. Afonso: Pensarei sobre o isso. Sabrina iria se aproximar mais uma vez. Até ver uma mulher de cabelos castanhos quase loiros, esbelta e com olhos claros se aproximar. Bela: Olá! Disse encarando Sabrina. Sabrina: Olá! Bela: Bom, espero que não se importe, mas preciso falar com o Fons. Sabrina: Fons? Estranhou Afonso: É meu apelido. Sabrina: Sua namorada? Afonso: Não, minha cunhada, uma irmã para mim. Sabrina: Ex cunhada, né. Precisa começar a se referir assim. Não está mais noivo. E a sua noiva está morta. Precisa começar a falar e pensar assim. Disse o olhando. Afonso: Não quero ser indelicado com você. Mas a forma que me refiro aos meus amigos e parentes é um problema só meu. Sabrina: Só quero te ajudar, Afonso. Bela: Ele não precisa da sua ajuda. E muitos menos que a terapeuta dele fique dando em cima dele na maior cara de p*u. Que falta de ética e profissionalismo. Sabrina: Você não precisa vir aqui marcar território, querida. Afonso encarava tudo atônico. Bela: Não estou marcando território, só estou percebendo a tempo o quanto seu olhar de oferecida tem o deixado desconfortável. Sabrina: Então, sou a oferecida? E você seria o que? A namorada ciumenta? Talvez seja isso que queira, né. Tomar o lugar da sua irmã. Ser a namorada dele, com essa sua atitude é o que parece. Afonso: Ei, vamos parar com isso! Não quero brigas aqui. É meu local de trabalho. Quero que as duas parem de ser ofender e de fazer suposições. Bom, peço desculpas a vocês por isso. Disse se referindo a Sabrina e a secretária dela. Tenham um bom almoço. Disse se afastando com Bela. Secretaria: Pelo visto não deu certo investigar onde ele trabalhava. Sabrina: Estou fora, aquela garota é problema. Está nítido que gosta dele ficou tão enciumada que se comportou como uma namorada. Ele é muito gostoso, mas prefiro minha paz. Afonso: O que foi aquilo? Belinda: Não acredito que se desculpou com ela. Disse irritada. Afonso: Acima de tudo ela é minha cliente. E Vocês não deveriam ter trocado farpas daquele jeito. Bela: Ela te deseja eu vi isso. Uma mulher percebe essas coisas. Afonso: Eu sei, e ela percebeu que não estou interessado, muito antes de você chegar. Bel, o que foi aquela cena? Parecia que estava com ciúmes. Bela: Eu...eu... Ela ficou nervosa. - Eu não estou acostumada a vê outras mulheres flertando com você. Fiquei com raiva é como se estivessem querendo tomar o lugar da minha irmã. Mentiu da melhor forma possível. Afonso: Ah! Bel! Disse e a puxou para um abraço. - Eu sei que deve estar cedo difícil pra você também, sempre acostumada a me ver com a Lana e entendo que tenha se sentido assim, mas saiba que ninguém nunca tomará o lugar da sua irmã. Ouviu aquilo foi como um tapa nela.
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