Capítulo 2 - O Desespero

1235 Palavras
Fora Christian quem dirigiu até o banco, ele via que Afonso não tinha condições de fazer nada. Quando Hugo ficou sabendo também largou tudo no trabalho. A notícia chegou rápido. Maria se desesperou ao ficar sabendo, assim como Candice que começou a chorar. Apesar de sentir inveja da irmã, Bela não desejava que algum m*l acontecesse a ela. Mesmo desejando o noivo dela, ainda era sua irmã. Raul teve que impedir Maria de ir até o local. Candice providenciou um calmante e deu a madrasta. Raul: Eu...eu...preciso ligar para o Afonso. Disse aflito. Candice: Ele deve estar no restaurante, pai. Disse assim que o pai pegou o telefone para ligar para Afonso. Cerca de dez minutos tentando, o celular só chamava e Afonso não atendia. Raul: Ele não atende. Candice: Deixa-me logo para o restaurante. Raul assentiu se sentando no sofá e abraçando Bela. Bela: Ela vai sair de lá bem, né? Disse sentindo a garganta arder, com vontade de chorar. Raul: Sim, falei que vai. É só um susto, ela vai ficar bem. Bela assentiu mentalizando naquilo. Pela primeira vez começou a se sentir culpada por desejar Afonso durante todos aqueles anos. Se perdesse a irmã não se perdoaria por ter sido tão invejosa e não ter aproveitado mais a companhia e o amor de Alana. Candice: Ele já sabe. Disse tirando os dois do transe. Raul: Ele sabe? Candice assentiu. Candice: O Chris viu no noticiário, parece que o Afonso até passou m*l. Saíram de lá às pressas. Chris está o levando até o local. Maria se levantou também. Maria: Eu também vou. Quero estar lá quando minha filha for liberada. Disse decidida. Raul: Maria...Tentou. Maria: Não adianta, eu vou. Raul assentiu. Sabia que ela não mudaria de ideia. E eles foram. Afonso saiu do carro às pressas, viu a aglomeração de pessoas e os policias fazendo uma barreira. Ele começou a empurrar as pessoas pedindo passagem. O rosto era desespero puro. Christian ainda teve que estacionar o carro, não podia parar no meio da rua e aí mesmo tempo precisava ir atrás do amigo. Assim que conseguiu uma vaga e fechava a porta do carro. Hugo o segurou. Hugo: Cadê o meu irmão? Disse nervoso. Chris chegou se assustar. Hugo tinha reconhecido o carro do irmão assim que chegou ao local. Chris: Ele nem esperou estacionar, assim que o trânsito ficou parado ele saiu às pressas. Hugo: p***a, Chris! Não sabia o ter deixado sair sozinho. Chris: O que queria que eu fizesse? Deixasse o carro no meio da rua e fosse atrás dele? Só que Ucker nem esperou Chris se explicar. Já seguia atrás do irmão. - Que ela fique bem, ou Afonso vai surtar. Disse a si mesmo. Hugo viu o irmão discutindo com um dos policiais. Hugo: Merda! Afonso: A minha mulher está lá dentro! Eu preciso entrar, eu preciso saber se ela está bem. Disse quase aos frutos. Policial: Senhor, eu entendo o seu nervosismo. Mas não podemos deixar ninguém passar. O senhor pode colocar a vida da sua esposa e a sua em risco. Afonso: Que se f**a a minha vida! Eu só quero a minha mulher. Disse desesperado. Hugo puxou o irmão. Hugo: Ei! Vai ficar tudo bem. Disse tentando acalmar o irmão. Mesmo que fosse inútil. - Ele está muito nervoso, me desculpe. Disse ao policial que assentiu. Afonso: Eu...eu estou com medo. Confessou. - Ela tem que sair bem de lá. Eu não sei viver sem ela. Hugo: É claro que ela vai sair bem de lá. Vocês vão se casar em poucos dias. Afonso: Ela está esperando um filho meu, irmão. Hugo ficou surpreso - Soube hoje quando estávamos na cama, não posso perder os dois. Disse chorando - Eu já perdi tanto. Perdi o papai, a mamãe. Não posso perder eles também. Hugo o puxou para um abraço. Hugo: Você não vai perde-los. Deus não seria injusto a ponto de tirar a mulher que você ama, ainda mais grávida. Você vai ver como vamos ficar bem, eu ainda vou poder mimar muito o meu sobrinho. Afonso: Ou sobrinha. Disse tentando sorrir. Não demorou muito para Maria também chegar, quando ela viu o genro, eles se abraçaram compartilhavam da mesma aflição. Maria: Vamos abraçá-la tanto quando sair de lá. Disse ainda abraçada a ele. Afonso: É tudo que eu mais quero. Maria, você vai ser vovó. Disse sem se conter. Todos da família dela ficaram surpresos. Maria: Que? Ela...ela...minha filha está... Afonso: Sim. Disse secando as lágrimas. Candice: Vou ser titia. Disse animada. E parecia que no meio de um momento r**m, aquela notícia serviu para acalentar o coração daquela família. A única que não sabia o que sentir com a novidade foi Bela. O momento foi cortado por causa de um som de tiro. Todos olharam para dentro do Banco apreensivos. Sem sabe o que se passava ali dentro. Até os próprios reféns estavam assim. Lilian gemeu de dor. Lilian: Ai! Alana: O que foi? Lilian: Minha filha, acho que vai nascer. Disse sentindo um dor forte. Todos olharam sem saber o que fazer. Alana: Calma, tenta respirar devagar. Um dos rapazes que estava no banco estava branco feito um papel. - Só os tinha e o gerente. Ouviram o tiro? - Será que? - Deve ter o matado. Eles só falavam em cochichos. A porta se abriu com um baque. Até um dos assaltantes pegar uma mulher. - TODOS VOCÊS CALADOS. Gritou puxando a moça. - A deixe aqui. Um homem se meteu e recebeu uma coronhada na cabeça. - Cale a Boca, velho. Um dos assaltantes disse após ver o senhor que tentou defender a moça sangrar. Lilian: Não quero ter minha filha aqui. Disse sentindo as dores aumentarem. Alana não sabia como ajudar a moça. Ela mesma pensava no seu bebê. Acariciou a barriga pensando que deveria ter escutado o noivo, deveria ter ficado em casa. Podia ter feito como nos outros dias, onde eles acordavam juntos, ela o enrolava e os dois passavam a manhã namorando. Tinha dias que ele se atrasava horas para trabalhar. Alana: Eu vou fazer de tudo para proteger você, filho. Disse olhando a barriga. Lilian gritou e todos se preocuparam até verem o chão molhado. - Ela entrou em trabalho de parto. Uma senhora disse. Alana: O que vamos fazer? Disse apavorada. Lilian: Não está na hora. Ainda não é a hora. Disse desesperada. - O certo seria pedir uma ambulância. Mas eles não vão deixar ninguém sair. - QUE MERDA ESTÁ ACONTECENDO AQUI? Perguntou após ouvir os gritos de Lilian. - Ela vai ter o bebê. A senhora respondeu. - Essa criança não tinha outro dia para nascer não? Se irritou. Alana: Ela precisa ir ao hospital. Murmurou. - Você está doida, loirinha? Ninguém vai sair daqui. Se virem. Disse dando as costas. - A deite no chão. A senhora orientou. Alana: O que vamos fazer? - Vamos trazer essa criança ao mundo. Uma moça apoiou a cabeça de Lilian em seu colo. Enquanto Alana e a senhora ajeitam Lilian no chão. Do lado de fora, os três assaltantes se preparavam para negociarem a sua saída. Junto a moça que estava de refém. - Amarrem e tapem a boca dela. A menina bem que tentou protestar, mas em vão. - Precisamos fazer isso logo, tem uma mulher em trabalho de parto. - Vamos levar só as mulheres, elas serão os nossos passaportes.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR