Dulce se preocupou ao ver o primo perder a cor e ficar cada vez mais pálido.
Dulce: Afonso, respira! Orientou.
Afonso: Se isso for algum tipo de pegadinha ou brincadeira saiba que não tem graça nenhuma. Disse
Candice: Eu entendo que é difícil de acreditar, eu passei por isso muitas vezes, mas ela está viva. Nós a vimos eu falei com ela, a abracei. Disse emocionada.
Afonso: Vi-vaa....
Dulce: Sim, Primo. A Alana está viva.
Afonso: Coo-mooo? Eu... Disse sentindo o ar começar a faltar.
Dulce: Candice, pega um copo de água com açúcar. Ele está tendo uma crise nervosa. - Afonso, me escuta. Respira devagar, busque o ar lentamente.
Alfonso: A...Alana...mi-nha...Alana.... Eu...
Candice: Aqui. Desculpe, não deveria ter tido assim né. Disse se sentindo culpada ao ver o estado dele.
Dulce: Pega um saco, algo que ele conseguia fazer exercícios de respiração. Candice pegou a primeira coisa que viu pela frente. E entregou a Dulce. - Toma. Agora puxe o ar e respire lentamente. Afonso começou a fazer seguindo a orientação da prima.
Candice: Afonso, sei que é uma notícia e tanto. Mas você tinha que saber, ela perguntou sobre você. Não fazia ideia que achávamos que estava morta.
Afonso: Meu Deus! Ela estava viva todo esse tempo. Como é possível? Como cometeram um erro desses? Perguntou depois de conseguir se acalmar.
Candice: Eu acho bom você ficar bem calmo agora.
Afonso: Por que?
Candice: Quem fez o reconhecimento do corpo? Perguntou e Afonso ia responder quando se tocou do que Candice queria dizer.
Afonso: Não. Ela não fez isso! Candi, isso é c***l. Disse começando a chorar. - Como ela pode ter feito isso? Todos nós sofrendo com a perda da Alana e ela mentindo. Candice o abraçou.
Candice: Eu sei, eu também m*l conseguia acreditar nisso. Mas essa é a verdade. E ela fez isso por você, por que ela é apaixonada por você.
Afonso: Não. Ela não é apaixonada por mim. Ela é doente. Uma psicótica. Porque como alguém normal seria capaz de alho assim? Eu preciso ver a Alana. Disse se levantando.
Dulce: Primeiro se acalma. Não pode chegar lá tão transtornado. A Alana ainda não sabe sobre a Bela. Ela acordou e está tudo mudado na vida dela. Toda a vida dela está de cabeça para baixo graças a Bela. Precisa ir com calma.
Candice: A Dulce tem razão. Se acalma e tenta se manter tranquilo. Pela Alana. Imagina quando ela descobrir que a Bela armou tudo isso? Que a Bela fez tudo isso para ficar com você? E mais, quando ela descobrir que você e a Bela podem ter passado a noite juntos? Ela vai ficar arrasada. São muitas mudanças. Afonso passou a mão no cabelo nervoso.
Alfonso: Meu Deus! Ela nunca iria me perdoar. Eu m*l consigo acreditar que ela está viva. Que eu m*l a tive de volta e já posso perde-la. Candice se levantou e ficou de frente para ele.
Candice: Não pense assim. Disse ao ver ele começava a chorar novamente. - A Alana é muito justa, você sabe. Talvez ela não consiga digerir bem a notícia, mas vocês se amam. Vão superar isso.
Afonso: Eu não posso perde-la de novo. Desabafou e Candice o abraçou.
Candice: Eu sei que as coisas estão muito bagunçadas. Mas tudo vai se ajeitar com o tempo. O importante é vê-la. E depois nos vamos conversar com ela. Afonso assentiu.
Afonso: Eu preciso vê-la. Preciso tocar nela, ouvir a voz dela.
Candice: Então vamos. Vamos ao hospital.
Durante o caminho Afonso ficou em silêncio ainda digerindo toda a notícia , não conseguia acreditar que aquilo estava acreditando mesmo. Que era verdade. Por muitas vezes durante o trajeto pensou que estivesse sonhando.
Dulce estacionou o carro. E Afonso respirou fundo.
Candice: Sei que ainda é difícil de acreditar. Mas ainda precisamos conversar sobre não contar aos meus pais. Afonso a encarou.
Afonso: Não vai contar?
Candice: Ainda não. A Alana precisa saber primeiro de toda a verdade e decidir o que vai fazer com a Bela. Eu nunca me dei bem com ela, mas ainda não deixa de ser minha meia irmã. Eu quero faze-la pagar por tudo o que fez, mas foi a vida da Alana que mudou completamente, é justo ela saber antes.
Alfonso: Tudo bem, eu não conto nada.
Dulce: Até porque a Maria sabendo, Bela logo ficará sabendo também e quem sabe o que ela pode fazer. Candice assentiu concordando.
Candice foi até a recepção sendo seguida por Alfonso, já que Dulce tinha ficado para achar uma vaga e estacionar o carro. A recepcionista sorriu para Candice.
Candice: Oi. Estive aqui mais cedo, esse é o noivo da minha irmã. Poderíamos vê-la?
Recepcionista: Não posso liberar os dois, hoje mais cedo foi um caso a parte, mas o horário de visita começa em meia hora.
Candice: E será que eu poderia falar com a médica dela? É importante.
Recepcionista: Eu vou ver o que posso fazer. Candice assentiu.
Afonso: Minha ficha ainda não caiu. Candice sorriu para ele.
Candice: Vai cair assim que a vir.
Afonso: Isso é real mesmo? Tenho medo de acordar e perceber que foi tudo coisa da minha cabeça. Confessou.
Candice: É real. Candice sorriu e viu Nina vindo em sua direção. Dra. Nina, esse é Afonso, o noivo da minha irmã.
Nina: Olá Afonso. Estendeu a mão e Afonso a cumprimentou.
Candice: Ela quem cuidou da Alana todo esse tempo. Disse ao cunhado.
Nina: Nesse tempo que a Alana acordou, ela me falou muito sobre você. Principalmente a história de vocês.
Afonso: É sério? Disse com os olhos cheios de lágrimas. - Então é real mesmo. Meu Deus. Eu...
Nina: Eu sei que deve estar ansioso para vê-la. E ela vai ficar feliz em saber que veio.
Candice: Estamos esperando o horário de visitas. A recepcionista disse que não poderia liberar.
Nina: São as regras. Mas acho que não vai fazer m*l uns minutinhos antes.
Afonso: Jura?
Nina: Eu acompanho vocês.
Candice: Deixa só ele entrar. Eu vou ficar aqui. Eles precisam desse momento a sós. Sorriu e tocou no ombro do cunhado.
Nina: Tudo bem então. Eu te levo. Disse a Afonso.
Afonso: Obrigado. Agradeceu a Candi.
Candice: Vocês precisam disso.