As noites entre eles haviam se transformado em uma combustão lenta e contínua. Alanna já não sabia diferenciar onde começava o prazer e terminava o apego. E Kael… Kael estava cada vez mais fundo nesse abismo, mesmo sabendo que quanto mais se envolvesse, mais difícil seria manter o disfarce. Naquela noite, ela apareceu na porta do apartamento dele com os cabelos ainda úmidos, um vestido leve e curto que dançava com o vento. Ele sequer perguntou nada. Apenas puxou-a pela cintura e a beijou com fome. — Tava esperando por isso — ele murmurou contra os lábios dela. — Então para de falar — ela sussurrou, puxando a camisa dele para cima, ansiosa por sentir a pele quente que já conhecia de cor e desejo. Caíram na cama como duas tempestades colidindo — urgência, calor, respiração entrecortada.

