O dia tinha sido longo, pesado, sufocante. Tudo o que eu queria era entrar no meu apartamento, tomar um banho quente e esquecer que o mundo existia. Mas, assim que vi a figura encostada no muro da frente, meu coração quase parou. Alec. Por um instante, contra toda a lógica, senti um calor estranho no peito. Algo entre alívio e alegria. Ele estava ali. Esperando por mim. — Abigail… — sua voz saiu carregada de arrependimento. Ele deu um passo em minha direção, os olhos vermelhos de cansaço ou talvez de remorso. — Me perdoe por ontem. Isso não vai mais se repetir. Meu corpo inteiro se retesou. A lembrança daquela festa, da mão de Victor em mim, do olhar de Alec distante, queimou como fogo. — Não vai se repetir? — repeti, com ironia amarga. — Alec, você tem noção do que fez? Me levou para

