continuação muralha narrando — Certeza só com exame, né? Mas conheço meu corpo. Nunca atrasou assim. Fiquei uns segundos sem responder, a cabeça já trabalhando a milhão. Esse tipo de situação não era brincadeira. Meu mundo não era lugar pra criança, muito menos com Márcia, que vivia a vida dela do jeito que queria, sem se preocupar com amanhã. — E o que você quer com isso? — perguntei, direto. Ela se inclinou um pouco pra frente, me olhando nos olhos. — Quero saber o que vai fazer se for verdade. Cruzei os braços, mantendo meu tom firme. — Primeiro faz esse exame. Depois a gente conversa. Ela me analisou por um instante, como se tentasse entender o que passava na minha mente. Depois soltou um riso baixo e descruzou as pernas, se levantando. — Beleza. Mas se for seu, Muralha, qu

