Os dias se passaram lentamente, mas finalmente em uma tarde chuvosa de Julho quando nem os pássaros cantavam, o fruto de um amor que só poderia se medir pelas batidas do coração, estava pronto para ser levado para a casa. Ísis nasceu saudável, cheia de energia e apesar de toda tristeza que rodeava, ela estava sempre sorrindo, mesmo quando os médicos chamavam de espasmos, eu sabia que ela era uma criança cheia de luz. Enquanto as enfermeiras terminavam de trocar minha filha, eu observava as gotas de chuva escorrendo pela janela fascinada em como algumas se cruzam e formam somente uma. Aquilo me lembrava Esdras. Lembrava-me de como quando nos abraçávamos parecíamos um único ser, unidos pela batida do nossos corações. A cada dia eu sentia mais sua falta. Levo a mão no peito, do

