Kate Ferreira Depois de quatro dias ao lado da minha família, a volta para casa tinha um gosto agridoce. Por um lado, me sentia mais leve e revigorada, mas por outro, sabia que assim que cruzasse a porta do meu apartamento, a realidade bateria à porta novamente. Merlin miava dentro da caixinha de viagem desde o momento em que saímos de Santos, como se soubesse que estávamos nos distanciando do calor e da tranquilidade que encontramos lá. Assim que estacionei o carro e subi com ele para o apartamento, m*l consegui colocar a bolsa no chão antes de soltá-lo. — Pronto, pequeno, você tá livre — murmurei, abrindo a portinha da caixa. Ele saiu imediatamente, sacudindo o pelo e me olhando com aqueles olhos julgadores. Logo depois, começou a miar de novo, caminhando até o canto onde costumava

