Filipe se levantou da cama, sentindo a pressão no peito. Ele sabia que precisava tomar uma decisão sobre o que fazer com as dúvidas que o consumiam. Após um café rápido, ele se despediu de Isabela, que estava ainda mais pensativa do que antes, e saiu de casa, lembrando-se que tinha prometido ajudar o pai com alguns documentos e por isso não podia ficar para almoçar. Mais tarde, no escritório de Carlos D'Aurelia, seu pai, o ambiente era mais tranquilo, mas Filipe sentia a tensão dentro de si. Ele precisava desabafar, falar sobre o que estava acontecendo sem a pressão das expectativas. Carlos estava à mesa, analisando alguns papéis, quando Filipe entrou e fechou a porta com um suspiro pesado. O homem olhou para o filho e percebeu que algo estava errado. — Filipe, o que houve? — perguntou

