Os dias de verão avançavam, quentes e repletos de vida na propriedade Ortega. As manhãs de Isabela eram dedicadas às vinhas, ao lado de Ricardo, o pai. Eles andavam lado a lado pelos terrenos, observando cada fileira de uvas, debatendo o equilíbrio entre a irrigação e o calor, e provando o sabor das bagas que começavam a amadurecer. Era evidente o orgulho de Ricardo ao ver a filha tão envolvida. – Você tem um dom, Isabela. É algo que não se aprende, vem do coração – ele dizia com um sorriso, ao passo que ela absorvia tudo com entusiasmo. À tarde, Isabela se transformava. Trocava as roupas de trabalho pelos vestidos leves e os cabelos soltos, ansiosa para encontrar Filipe. Eles passavam horas juntos, ora na piscina, ora explorando os cantos da propriedade, ora simplesmente deitados na gram

