— Três dias. Três putos dias e não temos nada. — Gritou Adam, para ninguém específico.
Depois da emboscada dos corpos-secos e da batida da polícia à casa do Bixiga, Adam levou todos para uma casa, um outro lugar na zona sul. A casa era pequena, com três quartos sala, cozinha e garagem. Todos estavam confinados dentro dela naqueles dias. Derek o mago do fogo estava bastante machucado, devido às garras dos Jinns, sendo assim não poderiam realizar o feitiço de rastreamento para achar Melissa.
— Calma Adam. — Karen tocou o braço dele.
“Karen avisa a ele que conseguiu um contato breve com Melissa” — Lupus disse a Karen em sua mente.
“Você conseguiu? Como?”
“Terra e fogo são interligados, mas infelizmente o contato foi breve, pois a força maligna que está por trás de tudo isso estava à espreita da mente dela. Ela disse que está na casa do mago de fogo e que tem vista de toda a cidade de São Paulo”.
Karen repetiu todas as palavras ditas por Lupus a todos os presentes.
— Nossa ajudou muito. — Falou sarcasticamente Adam. — Em uma cidade como São Paulo, onde é uma selva de pedra vai ser facilzinho achar um prédio.
— Na verdade, é fácil. — Retrucou Liz. — Se não estou enganada, São Paulo tem cinco ou seis prédios altos o suficiente para ver toda a São Paulo.
— O edifício Itália é um deles. — Lucas sentado no sofá da sala ao lado de Liz disse. — Mas nós Silfos gostamos mais do que é chamado Banespão. Devido ao mirante.
— Este prédio é comercial. Eles não vão estar lá. — Adam parou de andar de um lado para outro e sentou no braço do sofá onde Karen estava.
— Me empresta seu celular. — Pediu Karen para Adam. Ele retirou o celular do bolso e entregou desbloqueado para ela. — São sete prédios: Mirante do Vale. Edifício Itália. Edifício Altino Arantes. Jabuticabeiras. Edifício Magnólias. Zínias. Ipês.
— Sete lugares diferentes. Podemos nos dividir.
— Não Liz. — Adam interrompeu a menina. — Enquanto não descobrimos o que está acontecendo, não vamos nos dividir. Não podemos simplesmente perder mais uma de vocês.
— Adam tem razão. Temos poucos braços para lutar. Cinco Silfos e três lobos...
— E duas elemental. Não vai nos deixar fora desta. — Karen cruzou os braços e desafiou o loiro.
— Vocês precisam ficar em segurança...
— Besteira. — Karen se levantou do sofá e olhou primeiro para Adam e depois para Lucas. — Escuta os dois, não vamos ficar em uma bolha de plástico para nossa proteção. Iremos lutar com vocês, temos poderes e não somos frágeiszinhas. Tire o cavalinho da chuva, se acha que vamos ficar fora dessa. — Todos sentiram um leve tremor no chão quando ela terminou de falar.
— Karen... — Adam começou.
— O plano é o seguinte. — Karen o ignorou. — Vamos esperar a noite, quando tem menos humanos. Iremos em cada um dos prédios investigar até achar o certo. Independente se ele é comercial ou não.
Adam quis protestar contra o plano, mas sabia que seria inútil. Deixaria a ruiva ganhar por hora, mas na primeira oportunidade pediria a Lucas para colocá-las para dormir e as levar a um lugar seguro. Ele estava convicto que algo ou alguém estava passando informações sobre os passos do grupo, pois a batida policial não foi ao acaso.
***
— Melissa! — Nicolas segurou as duas mãos da garota, antes que ela batesse nele. Os dois estavam no seu quarto novamente. — Ei pequena, sou eu.
Melissa estava ofegante, com os olhos arregalados e trêmula. Os resquícios do sono ainda invadindo sua mente. Deixou-se ser abraçada pelo homem, enquanto tentava fazer seu coração voltar a batida normal.
— Você voltou para mim.
— Eu... — Ela engoliu em seco. Sua garganta raspando. — Água por favor.
— Claro. Um minuto. — Nicolas levantou e foi pegar uma garrafa de água do frigobar no canto do quarto. Voltou para cama, abriu e a ajudou a tomar. — Devagar pequena.
— O que houve comigo? — Perguntou ao limpar a boca com o dorso da mão.
— Você caiu no sono após o jantar e dormiu por três dias seguidos. Tentei te acordar, várias e várias vezes e não consegui. Usando de magia, entrei em seus sonhos e a trouxe de volta.
— Você pode entrar na minha mente? — Perguntou assustada.
— Não. Só em seus sonhos. — Levantou o braço e acariciou seu rosto.
Melissa afastou-se do contato e levantou da cama. — Preciso ir ao banheiro. — Se desculpou, e correu para lá, fechando a porta atrás de si, foi até o espelho se olhar.
Seus cabelos pretos formavam cachos soltos e iam até o meio das costas. Seu rosto estava magro, com olheiras e pálido. Pensou em Draco e sentiu uma leve tontura que fez com que se segurasse na pia. Olhou para o seu reflexo e viu o coração cintilar. Aquilo a deixou intrigada. Lembrava que quando viu a o pingente pela primeira vez, a cor do mesmo era um rosa pálido. Agora estava um vermelho rubi.
— Melissa. — Chamou Nicolas do lado de fora. — Está tudo bem?
Ela respirou fundo e lembrou da conversa com o elemental. Precisava disfarçar e saber o que exatamente estava ocorrendo. — Não. Pode me ajudar?
Ele entrou no banheiro e parou atrás dela colocando as mãos em sua cintura. — O que foi pequena?
— Minha cabeça dói. Dói tanto que não consigo pensar direito.
Ele a abraçou, e ela deitou a cabeça no ombro dele. No espelho mostrava um lindo casal. Melissa era alta, um metro e oitenta de altura enquanto Nicolas tinha um e noventa. Ambos morenos, só que ele com a pele dourada e ela com um tom de chocolate.
— Você usa lentes de contato? — Melissa perguntou olhando os olhos negros dele através do espelho.
— Não.
— Eu jurava que seus olhos eram verdes escuros.
Nicolas deu um beijo e sua bochecha e sorriu. — Já foram um dia. Mocinha deve voltar para cama e descansar.
— Preciso de um remédio. Você tem algum?
— Eu devo ter Dipirona em algum lugar...
— Sou alérgica. Único remédio que posso é o ibuprofeno. — Sorriu desanimada.
— Tudo bem. Vou até a farmácia buscar para você.
— Não quero te dar trabalho...
— Não é trabalho nenhum. Quero você bem. — Nicolas virou seu rosto e a beijou. O beijo começou casto, evoluiu para algo quente. Ele mergulhou suas mãos nas curvas dela. Sentiu ela levar as mãos em seu cabelo e puxá-los para ela, virando seu corpo para ele. Aproveitou e apertou a b***a dela trazendo seu corpo para ele
Melissa soltou os lábios e deu um profundo gemido apreciativo. Estava completamente sem fôlego. Nicolas foi descendo os beijos pelo queixo e pescoço, indo e vindo, enquanto que com uma mão trouxe uma de suas pernas para cintura dele. Ultrapassou a barreira da camisola vermelha que ela usava novamente e mergulhou os dedos por entre seus cachos.
— Você está molhada. — Nicolas sussurrou em seu pescoço e em seguida mordeu o vão entre o ombro.
— Ni...
— Eu esperei muito por você. Tantos anos solitários. Preciso de você agora. — Rosnou as palavras enquanto a colocava a outra perna dela em sua cintura e a abraçava. Caminhou com ela até a cama a depositando com extrema delicadeza. — Não diga não, por favor. — Pairou em cima dela e aguardou sua resposta.
Melissa estava muito confusa com tudo. Seus instintos diziam para correr, em sua mente a conversa com Lupus voltava e em seu coração dizia para agarrá-lo e se perder naquele olhar n***o. Ele a beijou novamente e ela cedeu o abraçando e desfrutando daquele calor.
“Por favor, não me traia”, foi seu último pensamento antes de se entregar ao ato de amor.