Capturada Parte2

654 Palavras
*** — Clara, acorde. Temos que ir. — Karen sacudiu a menina. — Ir? Onde? — Desorientada olhou para outra. — Precisamos fugir. A polícia está aqui a nossa procura. — Por causa, do pólo químico? — A luta contra os Jinns teve consequência, ninguém ainda sabia como tinha pego fogo, os bombeiros não conseguiam explicar os descontroles das mangueiras, mas agradecia o fato pois o incêndio foi detido rápido. — Por causa, dos nossos corpos. Alguém disse que eles estavam aqui. Clara levantou ainda tonta, com a ajuda de Karen desceram as escadas e foram para parte de trás da casa. — Os silfos precisam de um tempo para construir uma ilusão para atingir tantos humanos, enquanto isso Adam vai nos mover para uma segunda casa. Clara e Karen saíram para o beco atrás do casarão. Bento, Lucas, Liz, Adam e alguns lobos estavam do lado de fora às aguardando. — Certo. Os outros silfos estão criando a ilusão agora, Pat está chegando com o carro e... — Estão indo em algum lugar? — Perguntou André ao aterrissar na frente de Adam. — Uma das coisas que mais odeio em você animais, e a grande capacidade de ver e ouvir e também é uma das que mais gosto. — Ao término de sua frase, acionou um dispositivo e várias bombas atordoantes foram acionadas. Adam voou com a explosão, assim como André. Os lobos presentes se jogaram no chão com a mão nos ouvidos devido ao som estridente e os olhos fechados devido as luzes. Bento abriu suas asas e voou em direção de Karen e Clara, pegando as duas e elevando voo. Ao chegar no limite do telhado, uma grossa rede de prata foi lançada nele, fazendo soltar as duas garotas. Lucas que vinha logo atrás com Liz nos braços só conseguiu pegar Karen no ar. Clara gritou com toda força dos pulmões, esperando o impacto com o chão que nunca veio. Braços a ampara ela abriu os olhos para agradecer seu salvador, deparando com os mais horrendos olhos vermelhos. Neste momento desmaiou nos braços daquela criatura. *** — Chefe estamos com uma das meninas. — André observa o corpo quente no porta malas do carro preto enquanto falava ao telefone. — Coloque o colar nela. Onde estão as outras? — O maldito silfo as levou para os céus. — Incompetência pura a de vocês. — André tremeu com a voz cortante. Abrindo um estojo de veludo preto, colocou o colar com um pingente de vidro transparente. Ao tocar na pele da garota o pingente adquiriu um tom de azul pálido. — O colar já está nela senhor. Prometo que vou trazer as outras para ti. — Acho bom mesmo. Ou você sabe o que acontece. — Sim senhor. *** Nicolas desligou o celular com um sorriso no rosto. “Duas já estão em meu poder, só falta as outras. Minha Alicia está cada vez mais perto de mim agora”, pensou ao pegar o prato com o pedaço de torta de chocolate e caminhar para sala onde sua convidada o aguardava. — O que você quer assistir? — Melissa perguntou com um sorriso meigo que fez o coração de Nicolas vacilar uma batida. — Qualquer coisa para mim está bom. — Colocar um filme de menina então. — Sorriu sapeca. Nicolas riu e seu coração aqueceu, ele estava ficando confuso com os sentimentos que a garota estava despertando nele. Não entendia porque depois de anos, voltou a sentir. — Tenha dó de mim. — Não tenho. — Ela pegou um dos pratos e apontou para o sofá. — Vamos assistir cidade dos anjos com Nicolas Cage seu xará. — A é? Prefere ele a mim? — Mas é claro. — Melissa mostrou a língua. — É o Nicolas Cage. — Falou como se aquilo fizesse todo o sentido. Nicolas riu e sentou ao seu lado. Naquele minuto contemplou sua boa vida.
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