― Não. Você precisa dele. - Corrige, ainda por cima da morena. ― Sou eu quem decido do que preciso. ― Touché. - Seu sorriso é quase genuíno. Aurora pousa a sua mão no rosto do maior vilão que conhecerá. O rosto contraído relaxa, os olhos ficam morteiros ao toque, é como se por segundos, ela tivesse controle do assassino Lorenzo De Luca. E isso era tão assustador quanto as coisas horríveis que ele já foi capaz de fazer. ― O que está fazendo? - Questiona, intrigado. ― Te olhando, oras. ― Não faça isso. - Segura a mão dela. ― O quê? ― Não se apaixone por mim. Não ouse, Costa. ― Que maluca se apaixonaria por um assassino? ― É o que me pergunto todas as vezes que seus olhos brilham na minha direção. ― Não estou apaixonada por você. - Concluí. ― Continue dizendo isso, até acreditar.

