Criação genética

1249 Palavras
| Kara Danvers/Zor-El | Eu estava no DEO depois de ter falado com S/n. Alex havia me chamado para conversar sobre o que aconteceu com Millennium, mas não sabemos onde ela está ou onde encontrá-la. — Por que não tentam usar o relógio que usam para chamar a Supergirl? Winn sugere distraído e Alex bate na nuca dele me fazendo rir. — Por que não pensei nisso antes.. Alex resmunga irritada. Ela falou baixo e só consegui ouvir por causa da super audição. Minha imã abre a tampa do relógio e aperta o botão em forma do brasão da casa de El. — Será que ela vem? Pergunto olhando para fora. — Não acha melhor você se trocar, Kara? Winn comenta e eu fico confusa. Olho para minhas roupas, eu ainda estou vestida com minhas roupas normais. — Ela já deve saber quem você ela é Alex diz cruzando os braços e olhando para mim. — Talvez isso a faça dizer quem é! Cogito animada. Sinto uma brisa leve balançar meus cabelos e roupas, sorrio me virando para olhar para ela. — Eu não vou te dizer quem eu sou, ainda Ela diz rindo e dando ênfase no ainda, eu faço um bico emburrado. — Mas eu queria tanto saber Digo socando de leve a barriga dela. — Como ficaram tão próximas em apenas dois dias? Winn questiona me fazendo virar para olha-lo. Millennium aproveitou-se disso para apoiar seu queixo em meu ombro me fazendo sorrir. — Não sei, só.. Aconteceu Ela diz rindo e Alex revira os olhos. — Precisamos conversar Alex diz apontando para ela que endireitou sua postura sua postura e se afastou de mim. Ela andou até a cadeira vazia de Winn e sentou-se nos encarando. — Sobre o que? Questiona mudando seu semblante de brincalhão para sério. — Por que a kryptonita não te afetou como afetou a Supergirl durante a luta? Alex pergunta diretamente. — Eu sou uma mistura de dois DNA's, o DNA daxamita e kryptoniano. Isso me possibilita não ser afetada por chumbo ou por qualquer tipo kryptonita Ela fala com naturalidade, o que acabou deixando nós três desnorteados e surpresos. — Você é uma criação genética?! Winn pergunta animado e ela concorda com a cabeça. — Como assim? Pergunto ainda tentando processar tudo que ela falou. — Acho que chegou a hora de explicar uma parte das coisas Ela diz me olhando com um olhar triste. — Explicar parte do quê? Pergunto ainda sem entender e ela volta a ficar séria. — Eu fui geneticamente criada por seu pai. Zor-El me criou com o propósito de te encontrar e te proteger Diz desviando o olhar do meu e voltando a ficar de pé. — Eu fui implantada no útero da esposa do general Kon-El e acabei me tornando filha deles, como eu sou uma junção de DNA's eu sou mais forte e mais rápida do que você Ela diz ficando de costas para nós e eu estou sem palavras. Winn e Alex estavam tão chocados quanto eu. — Isso é.. Alex ia dizendo. — Demais! Completa Winn em sussurro animado de satisfação. — Você tem alguma fraqueza? Alex pergunta e ela dá de ombros. — Eu não sei, mas é bem possível que sim ou que eu adquira uma com o tempo Ela diz rindo fraco e voltando a nos olhar, mas seu sorriso parecia tão triste. — Você não sabe se tem fraquezas?! Pergunta Winn animado e ela volta a desviar o olhar do meu. — Zor-El faleceu antes de descobrir qual era, caso eu me tornasse um perigo ou uma falha.. Ela diz e baixa sua cabeça triste. — Era só isso? Pergunta olhando para Alex que apenas acena com a cabeça. Millennium saiu voando pela janela, sumindo de vista aos poucos. — Ela parecia sobrecarregada Alex diz alheia e olhando para a grande janela por onde ela acabara de sair. — E triste Winn complementa voltando a se sentar na sua cadeira. — Menos com você Alex expõe e eu fico perdida. — Como assim? Questiono querendo entender. — Ela parece carregar um prédio nas costas, mas basta você sorrir e não existe prédio algum que ela não aguente nos ombros Diz rindo e eu franzo o cenho. — Ainda não entendi Admito arrumando meus óculos. — Tchau, Kara Fala revirando os olhos e sai andando para longe de mim. — Alex! Espera! — Digo indo atrás dela. . . . . | S/n Connors/Kon-El | Eu estava no deserto questionando minhas ações quando apareceu a robô da nave na minha frente. — Precisa de alguma coisa, S/n Kon-El? Pergunta ela com sua voz de robô flutuando pela nave. — O que eu estou sentindo pela Kara, Staly? Questiono ela que deita sua cabeça de lado enquanto me olha. — Se sente m*l? Pergunta me escaneando. — Não, mas as vezes é como se estivesse Digo angustiada. — Pode me dizer o que sente? Pergunta indo para trás da mesa de controles da nave. — Embrulho no estômago, tontura, falta de ar, cara de i****a e felicidade sem motivo Digo me jogando na cadeira e cobrindo o rosto com as mãos. — Compreendo.. Murmura vindo para o meu lado. — Você sabe o que é? Pergunto esperançosa. — O que você sente é amor Diz me assustando e me fazendo ter uma crise de riso. — Amor?! Não é amor. m*l nos conhecemos e eu nunca me apaixonei antes! Digo preocupada e volto a andar pela sala. — É o que meus sistemas indicam Diz saindo do cômodo e me deixando sozinha. Eu saí da nave e voei até um beco, já que não estava mais de uniforme. Apenas saio do beco e busco meu caminho para a imobiliária, tenho que comprar um apartamento e depois voltar para Cat-CO. . . . . Já havia escolhido o apartamento e estava agora no elevador do prédio da Cat-CO. As portas se abriram e vi uma pilha de papeis caindo na minha direção, eu acabei segurando por reflexo. — Eu sou tão desastrada Escuto a voz de Kara e trinquei meu maxilar. Assim que ela me olhou meu coração deu um salto dentro do peito. — Q-quer ajuda? Pergunto um pouco envergonhada e ela sorri concordando com a cabeça. Voltei para dentro do elevador junto dela. O elevador descia normalmente até que deu um solavanco e parou apagando as luzes que depois se acenderam de novo, só que mais fracas. — O elevador parou?! Kara pergunta preocupada e olhando para cima. — Parece que sim Digo calmamente e suspirando. Me sento no chão frio do elevador e coloco a pilha de papéis ao meu lado. Usei minha super audição para ouvir o que havia ocorrido, era só uma leve queda de energia e poderia demorar em torno de 30 à 60 minutos para a energia voltar. — Vai levar alguns minutos para sairmos daqui Ela diz se sentando ao meu lado e eu rio. — Como sabe? Pergunto fingindo curiosidade e ela fica nervosa. — E-eu.. C-costumo ficar muito presa em elevadores! Gagueja e eu sorrio para ela. — Parece bem sua cara mesmo Digo ainda rindo e ela faz uma cara de ofendida. — Não é bem assim também! Fala sorrindo e empurrando meu ombro me fazendo rir mais. — Já que vamos ficar aqui por algum tempo, que tal me falar sobre você? Proponho sorrindo e ela pensa um pouco para depois me olhar sorrindo de volta.
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