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644 Palavras

Caterine narrando A água quente tinha levado embora não só o suor e a maquiagem daquela boate maldita, mas parecia ter arrancado uma crosta de sujeira que estava grudada na minha alma desde que eu pisei nesse país. Pela primeira vez, eu me sentia limpa, de verdade. O vestido preto que o Nathan me deu serviu perfeitamente, o tecido era macio e abraçava o meu corpo sem parecer aquela vitrine vulgar de antes. Eu me olhei no espelho e vi uma Caterine que eu não via há muito tempo: cansada, sim, mas com um brilho de esperança que eu achei que o Vitório tinha apagado para sempre. Penteei meu cabelo loiro ainda úmido e saí do quarto na ponta dos pés, o silêncio da casa sendo cortado apenas por uma voz grave que vinha lá de baixo. Fui descendo a escadaria devagar, tentando não fazer barulho, e c

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