Não vá! — choramingou o menino, e enterrou a cabeça no peito de Vio. Vio mordeu o lábio. — Preciso ir, parceiro — disse ele, e abraçou o garoto com força. Antes daquele filme, Viorel jamais pensara em si mesmo como remotamente paternal. Agora, se perguntava como conseguiria ter filhos se era tão terrível assim deixar para trás o filho de outra pessoa. — Mas a gente vai se ver de novo. Prometo. — Quando? — reclamou Abel. Tish saiu do carro e caminhou até se juntar aos dois. Viorel tentou interpretar a expressão no rosto dela. Havia dor, com certeza. Mas será que ela estava chateada porque o filho estava chateado ou porque Viorel estava partindo? — Não sei exatamente — disse Vio a Abel, enrolando. — Em breve, espero. Preciso pedir a sua mãe. — A mamãe gosta de você — anunciou Abel, do n

