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2409 Palavras

É para seu próprio bem — dissera o sargento-chefe a Sabrina. — Se a mantivéssemos em alguma das celas abertas, alguém implicaria com você. E se lhe déssemos uma janela, haveria uma lente de câmera colada nela antes que você tivesse tempo de dizer “como vai seu pai”. Sabrina não fazia ideia do motivo pelo qual iria querer dizer “como vai seu pai”, ou mesmo o que tal expressão pudesse significar. O que sabia era que não havia cometido crime nenhum, não havia sido acusada de nada e, portanto, tinha pleno direito de exigir soltura imediata, algo que fez de maneira estridente e incessante, e num linguajar gradativamente mais sujo, até que um superintendente chegou e disse a ela que poderia fazer uma ligação, porém se mais uma obscenidade passasse pelos lábios dela naquela delegacia ele arranca

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