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LEONARDO
Aurora começa a abrir os olhos com alguma dificuldade, e quando percebe que está amarrada, estranhamente mantém-se calma. Levanta a cabeça completamente e nem tenta disfarçar a sua cara de dor.
_O que querem? - Pergunta, direcionando o olhar para mim?
Permaneci calado. Quem devia fazer perguntas ali, era eu.
_Tens dores? - Pergunto, com uma falsa preocupação.
_Dói-me a cabeça. - Surpreendeu-me a sua resposta franca. Por um momento desarmou-me. Não pensei que fosse admitir, após tudo o que vi, no bar. - É o que ganho por tentar ajudar. - Acrescenta, com alguma tristeza.
_Porque ajudaste?
_Porque ajudaram-me primeiro. - Outra vez, uma resposta sincera.
Silêncio total. Olhei para Zane. Quando voltei a olhar para Aurora, ela estava completamente focada no Zane. Ele não se conteve.
_Precisas de alguma coisa? - Zane perguntou a Aurora.
_O que a achas?! - alguma irritação na voz. - Queres explicar? - Perguntou-lhe.
_Ouve... Eu... - Zane media as palavras. Mas ele simplesmente parecia não saber o que dizer.
_TU O QUÊ? VÁ, FALA! - Eu vi raiva nos seus olhos, enquanto gritava com Zane.
_SILÊNCIO! - Gritei, enquanto a esbofeteei.
Fiz sinal a Zane para que se fosse embora. Saiu, um pouco relutante.
_Aqui quem faz as perguntas sou eu. - informei-a calmamente. - Aurora, o que fazias no bar?
_Dançava. - Outra bofetada. - Tira-me estas cordas e vamos ver se consegues voltar a fazer isso. - Ela sussurrou. Não percebi se era para mim, ou se dizia a si mesma.
Eu sorri. "Ótimo, um desafio!" Desamarrei-a e esperei que se levantasse. O que ela fez, enquanto me olhava.
_Sabes usar uma arma e és louca o suficiente para me desafiar. O que escondes?
_O que EU escondo? - ela sorria, com uma raiva contida. - Eu não escondo nada. Chamo-me Aurora, fui ao bar para me divertir e dançar. Nada mais há a dizer, seu louco! É suposto eu saber quem tu és?
Agarrei-lhe no queixo. Ela empurrou-me. Eu corri para ela, mas parei na sua frente. Estávamos frente a frente, ambos nos recusávamos a mexer e ambos com raiva no olhar. Prontos a lutar.
_O que TU escondes? Seguranças em coluna, prontos para te defenderem. Zane que estava disposto a dar a vida por ti. Trazes-me à força para aqui, amarras-me, bates-me e a única coisa que sabes é o meu nome, porque o disse ao Zane. - Falava sem parar. - Mais uma vez te digo. Não sei quem és. Não quero saber. Acredita ou não. Só quero sair daqui.
_O meu nome é Leonardo e não vais sair daqui.
Ela dá-me um murro no estômago e começa a correr para a saída. Foi uma surpresa dolorosa. Alcanço-a junto ao portão. Agarro-a pelos cabelos e puxo-a para a parede. O meu corpo faz pressão no dela, segurando-a bem na parede. Ela não se consegue mexer. Por instinto, tinha jogado as mãos à parede, para se proteger de bater nela, e acabou por ficar com as mãos presas em frente ao seu peito. Continuei a segurar-lhe nos cabelos, sem puxar, com a minha mão esquerda. Com a direita coloquei o meu dedo no lábio dela, que sangrava. Ela encolheu-se ainda mais.
_Como aprendeste a disparar? - Perguntei.
_Queres umas aulas? - Continuava-me a desafiar. Apertei-a ainda mais contra a parede. Comecei a ficar e******o, com o corpo dela colado ao meu. "E que corpo!" - Está bem, está bem. - Começava a ceder. - Vida militar desde os dez.
_Polícia?
_Não. Saberia quem és, se o fosse. - Esperta.
_Filha de pai militar?
_Não. Filha de pais distantes. Inexistentes! - Senti um pouco de pena dela. Percebi que o assunto era uma ferida para ela, pelo seu tom de voz.
_Tropa?
_É como se diz... À terceira é de vez. - Ela gozava comigo, sem medo ou a tentar escondê-lo.
_Já cansaste-te dessa vida?
_Olha só... duas certas, assim, de seguida?! Desisti da vida militar.
_Pena! - Agora fui eu que a surpreendi. - Tenho uma proposta para ti. - Segredei-lhe ao ouvido.
_Porco! É que nem penses. Mata-me já.- Rio-me alto.
_Chamas-me de porco, mas é a tua mente que está a viajar. - Tentava afastar a vontade de lhe arrancar as roupas. - Preciso de alguém com a tua garra ao meu lado. - Não era exatamente isto que devia ter dito. Rapidamente, acrescento. - Preciso que chefies a minha equipa de segurança. És capaz, Aurora?
_E se disser que não? Tenho um trabalho garantido a fazer o mesmo. Mas, para pessoas honestas.
_Se disseres que não. Eu aceito. Mas, e se tirares um tempo para pensares? Dou-te 24horas. O que te parece?
_Ótimo. - Ela parecia confusa. - Posso ir embora, agora?
_Não sei... - Sussurrei-lhe ao ouvido. - Estou a pensar se te dou a razão quanto àquilo do porco. - Puxei-lhe o cabelo e beijei-lhe o pescoço. Ela estava a se controlar, mas aquele r**o a inclinar-se para trás, denunciava-a. Afastei-me e recuei.
_ Vamos? - Perguntei-lhe, apontando para o carro. - Eu levo-te!
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AURORA
Acordo com uma forte dor de cabeça. Custa-me a abrir os olhos. Apercebo-me que estou amarrada. Lembro-me de que alguém me deu uma pancada na cabeça. As peças começam a juntar-se. "Fui raptada!". Perguntas surgiam, na minha cabeça, umas atrás das outras. Afastei-as. "Uma coisa de cada vez!".
_O que querem? - Pergunto, vendo um homem à minha frente.
_Tens dores? - Só podia estar a brincar.
_Dói-me a cabeça. - Reconheço o homem à minha frente. É o mesmo que ajudei, ao colocar-me a mim mesma em perigo. - É o que ganho por tentar ajudar.
_Porque ajudaste?
_Porque ajudaram-me primeiro. - Pura verdade.
_Precisas de alguma coisa? - Era a voz de outro homem. Procuro a origem. Era Zane. Nem tinha reparado que ali estava.
_O que a achas?! Queres explicar? - Respondi-lhe. Estava muito irritada. Depois de tudo...
_Ouve... Eu... - Zane media as palavras.
_TU O QUÊ? VÁ, FALA! - Gritei-lhe. Ele não se podia desculpar comigo. Não havia desculpa possível.
_SILÊNCIO! - O outro gritou e deu-me uma bofetada.
Zane vai-se embora, em silêncio. "Aquele filho da p**a! Eu vou matá-lo!"
_Aqui, quem faz as perguntas sou eu. Aurora, o que fazias no bar? - Supreendi-me por saber o meu nome.
_Dançava. - E sem mais nem menos, dá-me outra bofetada. - Tira-me estas cordas e vamos ver se consegues voltar a fazer isso. - Disse-o entre dentes, mas ele tinha ouvido.
Ele desamarrou-me, surpreendendo-me. Porém, um erro da sua parte. Com certeza, iria aproveitar-me.
_Sabes usar uma arma e és louca o suficiente para me desafiar. O que escondes?
_O que EU escondo? - Sorri. Ele não sabia nada. - Eu não escondo nada. Chamo-me Aurora, fui ao bar para me divertir e dançar. Nada mais há a dizer, seu louco! É suposto eu saber quem tu és?
Ele aproxima-se. "Está quase!".
_O que TU escondes? Seguranças em coluna, prontos para te defenderem. Zane que estava disposto a dar a vida por ti. Trazes-me à força para aqui, amarras-me, bates-me e a única coisa que sabes é o meu nome, porque o disse ao Zane. - Provoquei-o. - Mais uma vez te digo. Não sei quem és. Não quero saber. Acredita ou não. Só quero sair daqui. - Não era mentira.
Onde estaria Clara? Estaria bem? Ele não me perguntou por ela.
Disse-me que se chamava Leonardo e que eu não iria sair dali.
"É agora!". Dou-lhe um murro no estômago e começo a correr. Ele alcança-me pelos cabelos e puxa-me para a parede. Perco o equilíbrio e coloco as mãos à parede, para me tentar proteger. Acabo com as mãos presas à minha frente. Ele prende-me entre ele e a parede, com o seu corpo. Continua a segurar-me pelos cabelos. Percebi que o meu lábio sangrava quando ele levou um dedo ao meu lábio. Encolhi-me com a dor.
Fez-me perguntas relacionadas com a minha aptidão para disparar. Estava interessado. Eu continuava sem conseguir me mexer. A única coisa que podia, era gozar com ele. Vergar-me é que não! Disse-lhe apenas a verdade. Ele parecia poderoso o suficiente para fazer umas pesquisas por ele mesmo, se assim quisesse, então não havia motivos para mentir. Mostrei-lhe que não lhe era uma ameaça direta.
_Já cansaste-te dessa vida? - Perguntou-me.
_Olha só... duas certas, assim de seguida?! - Continuava a gozar. - Desisti da vida militar.
_Pena! - "O quê?" Surpreendeu-me. - Tenho uma proposta para ti. - Segredou-me ao ouvido.
"É que nem penses nisso!" Se ele pensava que eu e ele teríamos algo... estava muito enganado. Comecei a imaginar-nos nus, naquela mesma posição. Ele a encostar-me à parede, enquanto o sentia a pressionar-me contra a parede. Os meus s***s a tocarem a parede fria...
_Porco! É que nem penses. Mata-me já. - Disse.
_Chamas-me de porco, mas é a tua mente que está a viajar. - Corei. "Como ele sabia?" - Preciso de alguém com a tua garra ao meu lado. - "O quê?". - Preciso que chefies a minha equipa de segurança. És capaz, Aurora?
_E se disser que não? Tenho um trabalho garantido a fazer o mesmo. Mas, para pessoas honestas.
_Se disseres que não. Eu aceito. Mas, e se tirares um tempo para pensares? Dou-te 24horas. O que te parece?
_Ótimo. - Uma hipótese de fugir. Mas o meu corpo queria outra coisa. - Posso ir embora agora?
_Não sei... - Sussurrou-me ao ouvido. - Estou a pensar se te dou a razão quanto àquilo do porco.
Puxou-me o cabelo novamente, mas desta vez gostei. Beijou-me o pescoço. Arrepiei-me toda. Comecei a ficar molhada. Mas ele largou-me. Virei-me, tentando controlar o que sentia.
_ Vamos? - Perguntou-me, apontando para o carro. - Eu levo-te!
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