Uma das melhores sensações do mundo é quando você abraça uma pessoa que você gosta muito e ela te abraça mais forte ainda.
Analice
-Após ser transferida pro hospital particular, fui colocada em um quarto, estou bem machucada, o doutor Ricardo do pronto socorro fez um trabalho incrível, mas não pode fazer milagres. Neste quarto meus pais estão ao meu lado, mas vejo a tristeza em seus olhos, o que aconteceu comigo não é algo que quaisquer pais gostariam que seus filhos passassem...
Já não suporto ver a dor em seus olhos e peço pra ficar sozinha e nem quero que vejam chorar, porque neste momento é tudo o que eu quero.
Assim que me deixaram sozinha no quarto desabei, lembrei da noite que era pra ser um a simples diversão e se tornou meu pesadelo, neste momento o meu corpo carrega as marcas e minha alma está quebrada, ainda sinto aquelas mãos asquerosas em meu corpo, se eu pudesse arrancaria a minha pele, tenho vontade de me lavar, lavar, lavar, até não sentir mais nada, mas nem isso eu posso, tenho muitos machucados pelo corpo.
Ainda lembro daquela voz... aquela voz...
(os meus sonhos mais simples me foram roubados) entrei em colapso...
Senti mãos me abraçando, comecei a me debater gritando: me solta, me solta...
Era a minha mãe me abraçando forte, logo depois um médico entrou no quarto com meu pai e me aplicou uma injeção e pouco depois apaguei...
Acordei horas depois e já estava escuro, olhei pro lado e percebi que a minha mãe estava na poltrona ao lado da minha cama, fiquei quieta pra não a acordar, fiquei pensando em tudo e me lembrei do primeiro médico, na atenção que ele me deu, um pouco depois tentei me levantar, mas soltei um gemido por causa da dor em meu corpo a minha mãe acordou e me ajudou, fui ao banheiro e depois bebi um pouco de agua.
Deitei novamente e logo chegou uma enfermeira para administrar a medicação pra dor, logo adormeci.
Acordei ouvindo a voz do meu pai, ele estava falando novamente com os policiais, o chamei e disse que lembrei de algo, quero fazer o retrato falado de dois caras...
Os policiais rapidamente providenciaram o desenhista e assim eu pude descrever os dois agressores que lembrei o outro não recordo, mas deixei bem claro que eram três.
Assim que terminaram o trabalho os policiais foram embora, e tudo voltou a ficar calmo no quarto.
As horas passaram e Majú chega com os olhos vermelhos e inchados. Ela veio em minha direção e me abraça forte me pedindo desculpas...