Suellen Narrando O ar dentro do carro era espesso, carregado de perfume, suor e a tensão elétrica que vinha do homem ao meu lado. Meu pulso ainda estava preso no volante, sua mão firme como um torno sob minha pele, mantendo meu pulso e, por extensão, sua mão inteira, exatamente onde ele queria: entre minhas pernas. A pressão do polegar dele era uma tortura divina, um círculo de fogo que desenhavam sobre o tecido úmido da minha calcinha. Cada rotação era um choque que subia pela minha espinha, forçando um gemido que eu prendia nos dentes até doer. — Vou parar… vou parar aqui — consegui articular, a voz um fio de ar rouco, enquanto minha visão se turvava com a necessidade de focar na rua escura à frente. — Aqui não — a voz dele veio como um sopro quente no meu ouvido, molhado, íntimo. — N

