Vitor Narrando Saí da casa da Helena como se estivesse fugindo de um incêndio. Minhas pernas tremiam, mas não de fraqueza — de uma adrenalina pura e selvagem que fazia meus músculos pularem sob a pele. O coração batia tão forte no meu peito que eu tinha certeza que ela ainda podia ouvir, mesmo com o muro entre a gente. A cabeça era um turbilhão. A madeira quebrando, o cheiro dela tão perto, o calor do corpo dela sob o meu, o pânico, a vergonha… e depois aquilo. A mão dela. O toque. Deliberado. Calmo. Conhecedor. Eu nunca tinha sentido nada assim. Nenhuma garota da minha idade tinha jamais me olhado daquele jeito — com um poder tão absoluto, uma confiança que transformava minha reação física, que deveria ser constrangedora, em algo… excitante. Perigoso. Ela estava excitada. Eu vi nos ol

