Eduarda Narrando Quando o último tremor do nosso duplo clímax nos abandonou, ficamos grudados um no outro por um tempo que não soube medir. A respiração dele, quente e ofegante, batia na minha nuca. As mãos dele ainda estavam firmes nos meus quadris, os dedos pressionando marcas que eu sabia que carregaria no corpo e na memória. O silêncio da madrugada de Natal era absoluto, sagrado, e nós havíamos profanado cada segundo dele da forma mais doce possível. Ele se moveu primeiro, retirando-se de mim com um suspiro rouco que soou como perda. O frio da noite tocou onde o calor dele estava, e eu estremeci. Virei-me, apoiando as costas na grade fria, enfrentando-o. Estávamos os dois um desastre — nus, suados, com o cabelo dele despenteado pelos meus dedos, meu batom completamente smudgeado. El

