Júlia Narrando A Gi pegou minha mão e me puxou pela escada acima. Seus dedos estavam quentes, familiares. Os meus estavam gelados e trêmulos. — Nossa, Ju, tava com uma saudade… não só do Brasil, mas de você — ela disse, quando chegamos ao patamar superior, o corredor que levava aos quartos. — Eu também, Gi. Realmente. Ela parou em frente à porta do quarto dela, mas não a abriu. Em vez disso, virou para mim, seu olhar médico-investigativo já em pleno efeito. — Agora me conta. Que que aconteceu? — ela perguntou, baixinho. — Por que você tá com a mão gelada desse jeito, os lábios inchados e essa cara de quem viu um fantasma? Meu coração disparou. — Uai, advogada aqui sou eu. Onde é que eu sei? Você tá estudando medicina, mas tá parecendo uma policial interrogando. — Sossega. Pode co

