Gustavo A viagem de volta para a base foi silenciosa. A chuva continuava batendo contra o para-brisa do carro, criando um som constante que normalmente ajudava a organizar meus pensamentos. Hoje não ajudava. Selena estava no carro atrás do meu. Eu sabia disso sem precisar olhar. Sabia também que metade da equipe já tinha percebido algo estranho naquela noite. Eles sempre percebiam. Organizações como a nossa sobrevivem por causa de instinto. Instinto de sobrevivência. Instinto de suspeita. Quando chegamos à base, o portão principal abriu lentamente. Os faróis iluminaram o concreto molhado do pátio interno. Eu saí do carro primeiro. Selena desceu do outro veículo alguns segundos depois. Ela parecia calma. Controlada. Mas eu já tinha aprendido uma coisa sobre Selena: O silên

