Selena O quarto estava escuro. Não porque era noite. Mas porque eu não acendi a luz. A base ainda respirava poeira e desconfiança, e eu não queria ver nenhuma das duas coisas. Meu braço latejava sob o curativo. Não pela dor física — essa eu suportava. Era o peso do que não foi dito que doía. Ele considerou. Não acusou. Não gritou. Não perdeu o controle. Mas considerou. E isso era pior. Eu estava sentada na beira da cama quando meu celular vibrou sobre a mesa lateral. Número desconhecido. Nenhuma identificação. Eu observei a tela por alguns segundos. Vibrou de novo. Mensagem de texto. “Você sempre foi mais inteligente do que isso.” Meu corpo não reagiu. Mas meu coração desacelerou de propósito. Abri a mensagem. Outro texto chegou imediatamente. “Ele viu a prova antes

