Capítulo 20

1011 Palavras

Gustavo O alerta veio às 02:17. Não foi um alarme comum. Foi um pulso seco no sistema paralelo — aquele que só dispara quando alguém mexe em algo que não deveria existir. Eu já estava acordado. Desde a noite no terraço, dormir tinha virado um conceito abstrato. O corpo descansava em fragmentos, mas a mente ficava em vigília constante, reorganizando cenários, antecipando riscos, revendo decisões que ainda nem tinham sido tomadas. O pulso piscou de novo. Viktor apareceu na porta da sala de comando segundos depois, o tablet já aberto. — Temos movimento — disse. — Um dos cofres frios foi acessado. O antigo. Meu maxilar travou. — O de Marselha? Ele assentiu. — Offline há seis anos. Nenhuma rota ativa. Nenhum motivo legítimo pra alguém estar lá. Havia vários motivos ilegítimos. E q

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR