Narrado por Marco O trajeto até em casa foi uma tortura silenciosa. O motor do carro rugia em Nova York adormecida, as luzes passando rápidas pelas janelas enquanto eu só conseguia pensar em uma coisa: Sofia. Eu não era ingênuo. Sabia que precisava contar o que tinha acontecido hoje. Não podia esconder dela que Matteo tinha perdido de vez a linha. Que agora o risco era real e imediato. Mas a simples ideia de assustá-la, de trazer mais peso para os ombros já tão cansados dela, me fazia querer esmurrar o volante. Assim que estacionei em frente ao prédio, respirei fundo. Peguei o boletim de ocorrência e as cópias das imagens da câmera de segurança que Rafael já tinha me enviado e desci. O porteiro me cumprimentou de forma educada. Subi direto. Quando a porta do apartamento se abriu, encon

