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1001 Palavras

Narrado por Rafael O papel na minha frente parecia em branco, mesmo cheio de anotações. A caneta girava entre meus dedos, mas a minha cabeça... estava em outro lugar. Aquilo que eu vi de manhã não saía da minha mente. Aquele carro preto, parado do outro lado da avenida, o vidro espelhado que escondia o rosto de alguém que claramente não queria ser visto. O desgraçado fez as mesmas curvas que eu, manteve a mesma distância, ignorou sinais... e só sumiu quando eu entrei na garagem da empresa e a cancela fechou atrás de mim. Eu podia jurar que tinha visto o reflexo de uma câmera. E o que mais me perturbava... era que ele não tentou ser discreto. Era um aviso. Uma provocação. E eu conhecia bem esse tipo de jogo. Levantei da cadeira. Caminhei até a janela de vidro que ia do chão ao teto e fi

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