Narrado por Marco O envelope estava sobre a mesa. Branco, selado, com o brasão oficial do laboratório impresso no canto superior esquerdo. Era só mais um papel, mas o peso dele parecia afundar a madeira do móvel. Sofia estava sentada no sofá, Luiza dormia no colo dela, com os bracinhos soltos e a respiração leve. Ela não disse nada. Só me olhava. Sabíamos o que tinha ali dentro. A confirmação do óbvio. Peguei o envelope e abri com cuidado. Puxei o laudo e li em silêncio. “Compatibilidade genética: 99,9997%. Matteo Bianchi é o pai biológico.” Fechei os olhos por um segundo. Nenhuma surpresa. Nenhuma dúvida. Mas ainda assim, aquilo queimava por dentro. O nome dele ali, impresso. A oficialização do direito biológico. A porta que ele precisava para continuar tentando. Estendi o papel par

